Dólar avança a R$ 5,186; Ibovespa sobe 1,5% com investidores atentos ao coronavírus

Mercado reverteu queda do início do dia graças a boas notícias no campo das commodities e desaceleração da pandemia

Pessoas observam painel na B3 em mais um dia de circuit breaker da bolsa paulista
Pessoas observam painel na B3 em mais um dia de circuit breaker da bolsa paulista (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)


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Infomoney - O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (13) após uma sessão bastante volátil marcada por novidades a respeito do acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) para reduzir a produção da commodity no mundo.

O ministro de Energia da Arábia Saudita disse que os cortes efetivos na oferta de petróleo após o pacto fechado pela Opep+ devem somar cerca de 19,5 milhões de barris por dia, o que leva em consideração o acordo do grupo, o comprometimento de outros países do G20 e compras de petróleo para reservas estratégicas.

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Ficou acertado que os maiores produtores do combustível cortarão a produção diária em 9,7 milhões de barris diários, inclusive com os Estados Unidos, Canadá, México e Brasil aceitando realizar cortes menores.

Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, afirmou pelo Twitter que o número que os países buscam, na verdade, é de 20 milhões de barris por dia de corte na produção. O barril do Brent teve alta de 2,06% a US$ 32,13.

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Também ficou no radar dos investidores o noticiário sobre o coronavírus, que atingiu 550 mil infecções nos Estados Unidos, com 22 mil mortes. Contudo, também nos EUA, Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, que tem assumido protagonismo durante a crise sanitária, afirmou que “reabertura” de partes do país pode começar de forma gradual em maio.

Em Nova York, o governador Andrew Cuomo disse que o estado está “controlando a disseminação” e que parece que “o pior já passou […] se continuarmos sendo espertos no futuro”.

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Na Europa, a desaceleração da pandemia continua, sendo que a Itália registrou no domingo 431 novas mortes, o número mais baixo desde 19 de março.

O Ibovespa subiu 1,49%, aos 78.835 pontos com volume financeiro negociado de R$ 17,67 bilhões.

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Já o dólar futuro para maio tem ganhos de 1,37% a R$ 5,188. O dólar comercial, por sua vez, apresentou alta de 1,86%, a R$ 5,1825 na compra e R$ 5,1855 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu 11 pontos-base a 3,75%, o DI para janeiro de 2023 teve queda de 13 pontos-base a 4,89% e o DI para janeiro de 2025 recuou também 13 pontos-base a 6,54%.

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Entre os indicadores locais, o Relatório Focus do Banco Central mostrou que os economistas do mercado agora esperam uma queda de 1,96% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, ante -1,18% na semana passada. Para 2021, a expectativa é de um crescimento de 2,7% na economia, acima dos 2,5% esperados na semana anterior.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção foi reduzida de 2,72% para 2,52% em 2020 e mantida em 3,5% para 2021.

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A expectativa para a taxa básica de juros Selic ficou inalterada em 3,25% para 2020, porém foi cortada de 4,75% para 4,5% para 2021.

PEC do Orçamento

O Senado deve votar nesta segunda-feira a chamada PEC do Orçamento de Guerra, que permite ao governo gastos além das regras fiscais previstas na Constituição para combater a pandemia.

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, conversou com senadores na quinta-feira para vencer resistências à PEC, que também amplia o escopo das atuações do BC. A emenda poderia permitir ao BC negociar títulos privados e comprar títulos mais longos, que têm sido mais pressionados durante a crise.

Além disso, após críticas da equipe econômica, a Câmara dos Deputados avança para fechar um acordo e enxugar o projeto de socorro emergencial para Estados e municípios, destaca o Valor Econômico.

Segundo o jornal, o novo parecer do relator Pedro Paulo (DEM-RJ) deve se limitar a estabelecer a compensação aos entes federativos e prefeituras pela queda da arrecadação de impostos em função da crise do coronavírus. A ideia de Rodrigo Maia é colocar a proposta em votação entre hoje e amanhã. O parecer deve sugerir que a União faça a recomposição do ICMS e do ISS nos próximos seis meses.

Impacto do coronavírus no PIB

Em uma videoconferência de quase quatro horas na noite de quinta-feira (9) com senadores considerados “independentes” pelo governo, Paulo Guedes afirmou que, caso a paralisação de boa parte de economia continue após julho, o PIB do Brasil poderá ter uma queda de 4% no ano.

Segundo apurou o jornal O Globo, o ministro também estimou que, se a propagação do coronavírus for contida em até três meses, a retração do PIB seria de 1,5%. Nas estimativas oficiais do governo, a previsão ainda é de crescimento nulo de 0,02%. Veja mais clicando aqui. 

Já o Banco Mundial projeta queda de 5% no PIB do Brasil devido a novo coronavírus. Se confirmada a projeção, será a maior recessão que o Brasil enfrentará em 120 anos. Segundo estatísticas históricas do IBGE, não há registro de uma queda tão grande da atividade desde 1901.

Vale destacar que, com a multiplicação de casos, o coronavírus está matando mais brasileiros fora dos grupos de risco, compostos por idosos e aqueles com comorbidades. Levantamento feito pelo jornal O Globo, com dados do Ministério da Saúde, mostra que, entre os dias 27 de março e 11 de abril, os óbitos de quem tem menos de 60 anos saltaram de 11% para 25% do total, enquanto sem doenças pré-existentes, como diabetes e cardiopatias, passaram de 15% para 26%.

Para o Ministério, são fatores para a mudança de quadro do avanço da epidemia na periferia das cidades, onde há condições precárias de moradia e mais incentivo para a saída de casa para o trabalho, e a elevada incidência de outras doenças virais, como a influenza A e B, o que abre o organismo para a Covid-19. No domingo, em apenas 24 horas, o país registrou 1.442 novos casos e 99 mortes, para um total de 22.169 casos confirmados e 1.223 mortes.

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