Dois conselheiros não aprovaram balanço da Petrobras

A Petrobras confirmou nesta terça-feira que os membros do Conselho de Administração Mauro Cunha e Silvio Sinedino votaram contra as demonstrações financeiras de 2014, apresentadas na semana passada, e um terceiro, José Guimarães Monforte, se absteve de votar sobre os balanços; estatal teve prejuízo de 21,6 bilhões de reais no ano passado, após contabilizar perdas de 6,2 bilhões de reais por corrupção e reduzir em mais de 44 bilhões de reais o valor de seus ativos

Pessoas entram e saem da sede da Petrobras no Rio de Janeiro. A política de dividendos da Petrobras vai continuar a mesma disse o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa. 24/09/2010 REUTERS/Bruno Domingos
Pessoas entram e saem da sede da Petrobras no Rio de Janeiro. A política de dividendos da Petrobras vai continuar a mesma disse o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa. 24/09/2010 REUTERS/Bruno Domingos (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - A Petrobras confirmou nesta terça-feira que os membros do Conselho de Administração Mauro Cunha e Silvio Sinedino votaram contra as demonstrações financeiras de 2014, apresentadas na semana passada, e um terceiro, José Guimarães Monforte, se absteve de votar sobre os balanços.

Cunha, que representa os acionistas minoritários ordinaristas, apontou como motivo para as suas posições, dentre outras questões, a ausência de tempo necessário para a apreciação dos documentos.

Já Sinedino, representante dos funcionários da estatal, votou contra as demonstrações financeiras por não concordar com métodos utilizados para calcular baixas contábeis.

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Monforte, que representava os preferencialistas e renunciou do cargo na sexta-feira, se absteve de votar sobre as demonstrações financeiras, mas se posicionou contra o pagamento de Participação dos Lucros e Resultados (PLR) aos funcionários da estatal. Cunha também foi contra a distribuição de PLR.

Apesar de decidir pelo pagamento da PLR, a Petrobras não pagará dividendos aos acionistas neste ano.

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A Petrobras teve um prejuízo de 21,6 bilhões de reais no ano passado, após contabilizar perdas de 6,2 bilhões de reais por corrupção e reduzir em mais de 44 bilhões de reais o valor de seus ativos.

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