Do pacote de Temer, pelo menos 6 medidas foram “requentadas”

Sem saber o que fazer para tirar o País da pior recessão da história, Michel Temer anunciou um pacote de medidas para estimular a economia, sendo que pelo menos seis delas são projetos de lei que já existiam ou propostas adotadas nos governos dos presidentes Lula e Dilma; levantamento foi feito pelo Infomoney; entre as medidas anunciadas estão a redução do spread bancário, incentivo ao crédito imobiliário e redução da multa do FGTS

Sem saber o que fazer para tirar o País da pior recessão da história, Michel Temer anunciou um pacote de medidas para estimular a economia, sendo que pelo menos seis delas são projetos de lei que já existiam ou propostas adotadas nos governos dos presidentes Lula e Dilma; levantamento foi feito pelo Infomoney; entre as medidas anunciadas estão a redução do spread bancário, incentivo ao crédito imobiliário e redução da multa do FGTS
Sem saber o que fazer para tirar o País da pior recessão da história, Michel Temer anunciou um pacote de medidas para estimular a economia, sendo que pelo menos seis delas são projetos de lei que já existiam ou propostas adotadas nos governos dos presidentes Lula e Dilma; levantamento foi feito pelo Infomoney; entre as medidas anunciadas estão a redução do spread bancário, incentivo ao crédito imobiliário e redução da multa do FGTS (Foto: Aquiles Lins)


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Do Infomoney - Para reagir à baixa popularidade e tentar emplacar uma agenda positiva em meio ao agravamento da crise econômica e às denúncias de corrupção envolvendo integrantes governo - inclusive o próprio presidente Michel Temer -, o peemedebista e a equipe econômica lançaram nesta quinta-feira (15) um pacote de medidas microeconômicas.

O esforço para passar a mensagem de que está reagindo à crise, no entanto, esbarra em alguns detalhes. Levantamento do InfoMoney mostra que pelo menos seis medidas foram "recicladas" a partir de projetos de lei que já existiam ou de propostas apresentadas ou adotados por governos anteriores. Veja abaixo as propostas de Temer e o histórico do tema:

Regularização tributária para pessoas jurídicas 

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A regularização de dívidas fiscais de empresas já é uma medida adotada nas diversas edições do Refis (Programa de Recuperação Fiscal) do governo federal. O programa foi criado em 2000 e, de lá pra cá, já houve pelo menos 27 parcelamentos de dívidas com desconto desconto. A Receita Federal já havia se posicionado contrária a uma nova edição do programa por entender que ele desestimula a regularização, uma vez que os empresários contam que haverá uma nova edição no futuro para regularizarem sua situação.

Incentivo ao crédito imobiliário 

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O incentivo ao crédito imobiliário era um dos objetivos do pacote de R$ 83 bilhões anunciado em janeiro pelo então ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Do montante total, R$ 10 bilhões teriam origem no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e seriam direcionados para financiamento imobiliário, por meio da compra de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Na época, Barbosa argumentou que a medida faria com que as instituições financeiras reciclassem parte de suas carteiras de financiamento imobiliário para a realização de novas operações.

Redução do spread bancário

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Outro anúncio do governo foi a redução do spread bancário (a diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram dos tomadores de empréstimo). Na Câmara dos Deputados, o PLP 67/2007 trata do assunto: "O limite do spread bancário para as operações financeiras a serem consignadas em folha de pagamento será de no máximo 20% sobre o custo de captação do recurso".

No mesmo sentido, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal aprovou o PLS 412/2016, estabelecendo que o Copom (Comitê de Política Monetária) limite as taxas de juros cobradas por bancos e instituições financeiras, inclusive administradoras de cartões de crédito , nas operações e serviços bancários ou financeiros prestados às pessoas físicas e jurídicas no Brasil. O texto aguarda deliberação do plenário da casa legislativa.

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Simplificação para criar e encerrar empresas

O governo anunciou ainda a criação de uma rede nacional de simplificação do registro e da legalização de empresas e negócios, além de propor a desburocratização para o processo de encerramento de empresas. Tramita na Câmara dos Deputados o PL 5.595/2016, de autoria de Renato Molling (PP-RS), que se propõe a regular a recuperação judicial, extrajudicial e a falência", reduzindo o prazo de encerramento do procedimento de falência. O texto prevê a extinção do cumprimento "do prazo de 8 anos, contado do encerramento da falência, se o falido tiver sido condenado por prática de crime previsto nesta Lei".

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Redução gradual da multa do FGTS

Uma das propostas do presidente Temer é reduzir gradualmente a multa de 10% sobre o FGTS que incide em casos de demissão sem justa causa. O mesmo tema já foi aprovado no Congresso em 2012. O Projeto de Lei 200/2012, aprovado no Congresso em 10 de agosto de 2012, estabelecida que o valor não deveria mais ser cobrado a partir de 1º de junho de 2013. A proposta só não virou lei devido ao veto da então presidente Dilma Rousseff, sob a justificativa que a alteração geraria, à época, impacto superior a R$ 3 bilhões sobre os cofres públicos e levaria à redução de investimentos em programas sociais. Mais recentemente, em setembro de 2016, um projeto de lei de autoria do deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) também pretendia extinguir a contribuição social e tinha previsão de entrar em vigência em 31 de dezembro deste ano.

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Distribuição de metade dos lucros do FGTS para os trabalhadores

Uma das medidas anunciadas pela equipe do governo Michel Temer foi a distribuição de 50% dos lucros do FGTS para os trabalhadores com recursos no fundo. A desvalorização dos valores dos trabalhadores mantidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço em comparação com o avanço da inflação é crítica antiga nos mais diversos setores da sociedade e na política.

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Na Câmara dos Deputados, há projetos que tratam do assunto. Um dos mais conhecidos é o PL 2296/2015, de autoria de Alexandre Baldy (PSDB-GO). O texto estabelece que também serão distribuídos anualmente aos cotistas "a parcela do patrimônio líquido que ultrapassar 10% do total de ativos do FGTS" e "50% do lucro líquido do exercício, independentemente do valor do patrimônio líquido do FGTS", dentre outras regras.

Outra projeto que trata do assunto é o PL 2459/2015, de autoria de Carlos Marun (PMDB-MS). O texto estabelece um escalonamento nas distribuições dos lucros do Fundo: "a distribuição do resultado auferido será de 30%, no exercício de 2016, 40% no exercício de 2017, e 50% nos exercícios seguintes".

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