Diretor do BC diz que governo terá que trabalhar para alcançar superávit
Diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Altamir Lopes, disse que é possível atingir a meta de superávit primário em 2016; Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional aprovou a redução da meta de superávit primário de 0,7% para 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano; segundo ele, governo precisa trabalhar, com corte de gastos e medidas para aumentar a arrecadação e alcançar a meta
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Kelly Oliveira, repórter da Agência Brasil - O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Altamir Lopes, disse que é possível atingir a meta de superávit primário (economia para pagamento de juros da dívida publica) em 2016.
No último dia 16, a Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional aprovou a redução da meta de superávit primário de 0,7% para 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) no próximo ano.
Lopes afirmou que para atingir esse objetivo o governo precisa trabalhar, com corte de gastos e medidas para aumentar a arrecadação. Ele acrescentou que o BC faz suas projeções para a inflação com base no cumprimento dessa meta.
O diretor acrescentou que para haver redução na dívida pública é preciso gerar superávit primário. Segundo ele, o superávit primário em 0,5% do PIB leva à estabilidade da dívida bruta e à medida que forem sendo gerados resultados "mais fortes", há redução no endividamento.
Lopes disse ainda que a mudança do ministro da Fazenda – de Joaquim Levy por Nelson Barbosa – não causa impacto nas projeções do BC. "O tempo é que dirá como as coisas se comportam. Não é a troca em si que vai trazer alguma mudança".
Impeachment
Questionado se a leve melhora na confiança dos empresários foi influenciada pela abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Lopes afirmou que incertezas políticas de qualquer natureza são ruins para os empresários. "O empresariado está ávido para retomar suas atividades, principalmente porque está tendo ganhos de produtividade. O que a gente precisa é recompor a confiança", acrescentou.
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