Dez das maiores empresas do País perderam R$ 1 bi em greve de caminhoneiros
Dez companhias do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, somam R$ 1,187 bilhão de perdas com a paralisação dos caminhoneiros em 2018 no governo Michel Temer; as mais afetadas são distribuidoras e produtoras de combustíveis; em seguida, estão os frigoríficos
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247 - Dez companhias do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, somam R$ 1,187 bilhão de perdas com a paralisação dos caminhoneiros em 2018 durante o governo Michel Temer - o motivo da paralisação foram os contantes aumentos nos preços do diesel por causa da política de ajuste de preços da Petrobrás que passou a ser guiada pela cotação do barril de petróleo no mercado internacional (em dólar). Os prejuízos aparecem no chamado Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, "das 63 empresas que compõem o índice, 68% destacam efeitos da mobilização em seus balanços. A maioria conseguiu compensar as perdas de maio com bons resultados dos meses seguintes".
O segundo trimestre foi pior que o mesmo período de 2017. As mais afetadas são distribuidoras e produtoras de combustíveis. Raízen Combustíveis, da Cosan, Ipiranga, da Ultrapar, e BR Distribuidora, da Petrobras, perderam R$ 200 milhões cada uma com a queda no preço do diesel em consequência da paralisação.
Em seguida, estão os frigoríficos, que interromperam o fluxo de abate. A Seara, da JBS, foi afetada em R$ 113 milhões. A Marfrig relatou um impacto estimado de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões no segundo trimestre.
A BRF relata R$ 85 milhões de perdas no mesmo período. “No setor de serviços, a perda é irrecuperável. No caso de transportes, isso fica bem claro. Aquela cadeira de avião que ficou desocupada em um voo é um prejuízo que não se recupera”, diz José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.
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