Desemprego sobe a 8,1% em três meses, diz IBGE

Número divulgado nesta quinta-feira 9 mostrou alta de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril; taxa no trimestre encerrado em maio registrou a maior alta da séria histórica iniciada em 2012, influenciada pela procura por vagas e redução de postos, de acordo com a pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua

Pessoas preenchem fichas de emprego em São Paulo. 11/05/2015 REUTERS/Paulo Whitaker
Pessoas preenchem fichas de emprego em São Paulo. 11/05/2015 REUTERS/Paulo Whitaker (Foto: Gisele Federicce)


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Por Rodrigo e Viga e Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A taxa de desemprego do Brasil subiu a 8,1 por cento no trimestre encerrado em maio, na maior alta da séria histórica iniciada em 2012, influenciada pela procura por vagas e redução de postos em meio ao cenário de inflação elevada e economia cambaleante, de acordo com a pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O número divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou alta de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril.

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No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego havia marcado 7,0 por cento, e no trimestre até fevereiro --que corresponde aos três meses imediatamente anteriores ao período anunciado--, foi de 7,4 por cento.

Os dados da Pnad Contínua Mensal mostraram que no trimestre até maio o número de desocupados, que inclui aqueles que tomaram alguma providência para conseguir trabalho, subiu 10,2 por cento ante os três meses encerrados em fevereiro, atingindo 8,157 milhões de pessoas.

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Já a população ocupada teve queda de 0,2 por cento nos três meses até maio, para 92,104 milhões de pessoas. O nível de ocupação, que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar, recuou para 56,2 por cento no trimestre até maio, ante 56,4 por cento nos três meses até fevereiro.

O IBGE usa a comparação com o trimestre imediatamente anterior ao período anunciado para evitar repetição de dados relativos aos meses anteriores.

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O rendimento real dos trabalhadores, segundo o IBGE, perdeu 0,7 por cento na comparação entre os dois períodos, para 1.863 reais. O patamar também representa queda de 0,4 por cento sobre igual trimestre de 2014.

A Pnad Contínua tem abrangência nacional e vai substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que leva em consideração dados apurados apenas em seis regiões metropolitanas do país. No último dado informado da PME, o desemprego subiu em maio ao nível mais alto em quase cinco anos, a 6,7 por cento.

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O mercado de trabalho brasileiro vem refletindo a situação econômica do país, com aperto de crédito, inflação alta e expectativa de contração econômica neste ano.

Em maio, o Brasil fechou 115.599 vagas formais de trabalho, no pior resultado para o mês já visto, segundo dados mais recentes do Ministério do Trabalho.

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(Edição de Marcela Ayres)

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