Desemprego na era Temer é cada vez mais assustador

O Brasil encerrou 94.724 vagas formais de emprego em julho, segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira, num resultado pior que o esperado pelo mercado e que reflete a contínua deterioração do mercado de trabalho em meio à recessão econômica; confiança prometida por Temer e Meirelles não voltou

Brasília - DF, 22/06/2016. Presidente em Exercício Michel Temer durante reunião com ministros do Núcleo Econômico. Foto: Beto Barata/PR
Brasília - DF, 22/06/2016. Presidente em Exercício Michel Temer durante reunião com ministros do Núcleo Econômico. Foto: Beto Barata/PR (Foto: Leonardo Attuch)


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BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil encerrou 94.724 vagas formais de emprego em julho, segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira, num resultado pior que o esperado pelo mercado e que reflete a contínua deterioração do mercado de trabalho em meio à recessão econômica.

Analistas consultados pela Reuters estimavam que o fechamento superaria a criação em 88 mil empregos no último mês, conforme mediana das expectativas.

O dado foi o segundo pior para o mês da série histórica sem ajustes, iniciada em 1992, superado apenas pela perda de 157.905 vagas observada em julho do ano passado.

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No acumulado dos sete primeiros meses de 2016, foram fechados 623.520 postos de trabalho, desempenho mais fraco para o período na série ajustada, iniciada em 2002. Em doze meses, a perda líquida foi de 1,706 milhão de postos.

Em julho, os setores que mais fecharam vagas foram serviços (-40.140 empregos), construção civil (-27.718), comércio (-16.286) e indústria de transformação (-13.298).

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O desempenho negativo ofuscou o crescimento observado no mês na agricultura (+4.253 postos) e na administração pública (+237).

Os dados no vermelho refletem o ambiente de profunda retração econômica, que afeta a confiança de empresários e famílias.

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No segundo trimestre, a taxa de desemprego brasileira subiu a 11,3 por cento, renovando a máxima da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012.

A taxa nos três meses até julho será divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 30. 

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(Por César Raizer, edição de Marcela Ayres)

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