Desde 2016, preço do gás de cozinha subiu 47% acima da inflação, diz Dieese
Gasolina e diesel subiram mais de 30%; após novo aumento, petroleiros voltam a criticar política de preços adotada pela Petrobras no governo Temer e mantida por Bolsonaro
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Fórum - O novo aumento dos preços dos combustíveis anunciado pela Petrobras nesta segunda-feira (25) acontece no mesmo dia em que a problemática política de preço de paridade de importação (PPI) da Petrobras completa cinco anos. Adotada pela diretoria da estatal após o golpe que derrubou Dilma Rousseff, e mantida pelo governo de Jair Bolsonaro, a PPI é apontada como a principal responsável pela disparada nos preços da gasolina, do gás de cozinha e do diesel em níveis muito acima da inflação.
Somente neste ano, já aconteceram 12 aumentos na gasolina, 13 no diesel e 8 no GLP diretamente nas refinarias. A disparada no preço dos combustíveis é um dos fatores que mais pesam na inflação, que já passou de 10,2% nos últimos 12 meses.
Nos últimos cinco anos (outubro de 2016 a outubro de 2021), as altas nas refinarias foram de 107,7% para a gasolina, 92,1% para o diesel e de impressionantes 287,9% para o gás de cozinha. Neste mesmo período, a inflação foi de 25,4%, medida pelo IPCA/IBGE. Esses dados que a Fórum teve acesso fazem parte de estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/subseção FUP), com base em dados da Petrobras e da Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP).
Leia a íntegra na Fórum.
Desconto no botijão de gás
A Câmara dos Deputados deve apreciar nesta terça-feira o projeto de lei 1374/2021, de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que cria o Auxílio-Gás, um programa que vai conceder desconto na compra do botijão de gás de cozinha para famílias de baixa renda.
O Auxílio Gás vai conceder desconto de, no mínimo, 50% na compra do produto, terá vigência de cinco anos, será pago a cada bimestre, e vai beneficiar as famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
A proposta, que já havia sido aprovada anteriormente nas duas Casas, retorna à Câmara dos Deputados por pequenas modificações feitas ao texto no Senado.
A principal mudança foi com relação à fonte pagadora do benefício. Agora, serão utilizados apenas os dividendos pagos pela Petrobras à União, royalties do petróleo e com parte da receita da venda de volumes de petróleo do pré-sal que pertencem à União.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popularAssine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247