Depressão se agrava e setor público tem pior déficit da história em fevereiro
Setor público consolidado brasileiro teve déficit primário de R$ 23,468 bilhões em fevereiro, pior dado para o mês na série histórica do Banco Central iniciada em dezembro de 2001; no mês, o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) teve déficit de R$ 28,769 bilhões; em contrapartida, Estados e municípios tiveram superávit de R$ 5,255 bilhões, e as empresas estatais, de R$ 46 milhões; em 12 meses, o déficit primário do setor público foi a 2,34% do PIB, somando R$ 147,419 bilhões
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BRASÍLIA (Reuters) - O setor público consolidado brasileiro teve déficit primário de 23,468 bilhões de reais em fevereiro, pior dado para o mês na série histórica do Banco Central iniciada em dezembro de 2001, ressaltando as dificuldades para a melhora das contas públicas a despeito dos cortes nos gastos pelo governo.
O resultado divulgado nesta sexta-feira pelo BC veio pior que o saldo negativo de 19,30 bilhões de reais esperado por analistas em pesquisa Reuters.
No mês, o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) teve déficit de 28,769 bilhões de reais. Em contrapartida, Estados e municípios tiveram superávit de 5,255 bilhões de reais, e as empresas estatais, de 46 milhões de reais.
Em 12 meses, o déficit primário do setor público foi a 2,34 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), somando 147,419 bilhões de reais. Para 2017, a meta para o setor público é de um déficit de 143,1 bilhões de reais, que abarca rombo de 139 bilhões de reais do governo central, de 3 bilhões de estatais federais e de 1,1 bilhão de reais de Estados e municípios.
Os desafios para atingi-la foram evidenciados nesta semana, quando o governo federal anunciou um forte contingenciamento de 42,1 bilhões de reais nos gastos discricionários além de medidas de aumento de impostos para conseguir cumprir o objetivo fiscal fixado em lei.
Se confirmado, este será o quarto déficit consecutivo nas contas públicas do Brasil, num retrato do forte descompasso entre receitas e despesas no país. Diante desse cenário, a dívida líquida passou a 47,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro, acima dos 46,6 por cento de janeiro e de uma estimativa de analistas de 46,8 por cento. Já a dívida bruta avançou a 70,6 por cento do PIB, acima dos 70,0 por cento do mês anterior.
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