Depressão econômica derruba arrecadação em julho

A arrecadação federal em julho voltou a decepcionar; o desempenho da receita em julho ficou abaixo do previsto para o mês, em mais um complicador para as discussões sobre a revisão ou não da meta fiscal deste ano; fonte do governo disse que dados preliminares apontariam frustração de R$ 6 bilhões, embora os números finais ainda estejam sendo apurados pelos técnicos

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conversa com jornalista em frente ao ministério, em Brasília 20/07/2017 REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conversa com jornalista em frente ao ministério, em Brasília 20/07/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - Depois de um bom desempenho em junho, a arrecadação do mês passado voltou a decepcionar o governo.

O desempenho da receita em julho ficou abaixo do previsto para o mês, em mais um complicador para as discussões sobre a revisão ou não da meta fiscal deste ano. Uma fonte do governo disse que dados preliminares apontariam frustração de R$ 6 bilhões, embora os números finais ainda estejam sendo apurados pelos técnicos.

Dados preliminares da arrecadação de julho apontam que o mês passado teve queda real, segundo levantamento feito ontem pelos economistas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) José Roberto Afonso - que também é professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) -, Vilma Pinto e José Ricardo Guimarães.

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"A arrecadação das Receitas Federais vem apresentando resultados muito controversos e que vão na contramão do apresentado em diversos indicadores econômicos. Para julho, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, espera-se uma queda real de 1,8% na arrecadação total das receitas federais (administradas e não administradas pela RFB)", comentam os economistas em nota antecipada ao Valor.

Mesmo tendo aumentado impostos sobre combustíveis e anunciado um corte de gastos adicional, o governo tem lidado com dificuldades para cumprir a meta de déficit de R$ 139 bilhões neste ano. Por isso, discute-se a possibilidade de revisar esse objetivo, apesar da contrariedade da Fazenda, em especial do Tesouro Nacional.

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As informações são de reportagem de Fabio Graner no Valor.

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