Depressão econômica de Temer e Meirelles produz maior rombo fiscal da história em fevereiro

Apesar de o governo afirmar que a economia está melhorando, o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de R$ 26,263 bilhões, pior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1997, segundo dados do Banco Central

Michel Temer, crédito, dinheiro
Michel Temer, crédito, dinheiro (Foto: Paulo Emílio)


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BRASÍLIA (Reuters) - O governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de 26,263 bilhões de reais em fevereiro, divulgou o Tesouro nesta quinta-feira, pior resultado para o mês da série histórica iniciada em 1997, em meio à queda das receitas com a Previdência e aumento das transferências com Estados e municípios.

O dado veio pior que a projeção de analistas de saldo negativo em 20,1 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters.

No mês passado, a Previdência mostrou déficit de 13,548 bilhões de reais, enquanto Tesouro e BC registraram saldo negativo de 12,715 bilhões de reais.

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De modo geral, as receitas líquidas totais do governo central tiveram recuo de 2,2 por cento sobre fevereiro do ano passado, em termos reais, a 69,145 bilhões de reais.

A retração foi puxada pela queda de 3,2 por cento na arrecadação para o Regime Geral de Previdência Social na mesma base de comparação, enquanto as transferências por repartição de receita subiram 7,4 por cento.

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As despesas em fevereiro também caíram, mas em menor magnitude, a 1,5 por cento sobre igual mês do ano passado, somando 95,408 bilhões de reais.

De um lado, houve diminuição nas despesas discricionárias (-10,9 por cento) e em outras despesas obrigatórias (-17,3 por cento), linha que inclui gastos com abono e seguro desemprego, que sofreram forte redução no mês. Por outro lado, os benefícios previdenciários continuaram em alta (+4,6 por cento), bem como as despesas com pessoal e encargos sociais (+8,4 por cento).

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Nos dois primeiros meses do ano, o déficit somou 7,222 bilhões de reais, menor que o rombo de 10,167 bilhões de reais em igual período de 2016.

A meta do governo central neste ano é de déficit primário de 139 bilhões de reais, quarto resultado consecutivo no vermelho das contas públicas.

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Na véspera, o governo contingenciou 43 bilhões de reais no Orçamento de 2017 para cumprir o objetivo, ao mesmo tempo em que elevou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para cooperativas de crédito e fim da desoneração da folha de pagamentos para diversos setores da economia.

(Por Marcela Ayres)

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