Depois de Lula, Henrique Meirelles defende que é necessário imprimir dinheiro para combater crise do coronavírus

Apesar de ser um defensor do controle de gastos públicos, Henrique Meirelles diz que a quarentena não vai funcionar se as pessoas ficarem no dilema entre permanecer em casa e não comer. "Precisamos fazer chegar dinheiro para as pessoas", diz, repetindo uma tese defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Lula e Henrique Meirelles
Lula e Henrique Meirelles (Foto: Ricardo Stuckert | Reuters)


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247 - O secretário de Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles, diz que chegou a hora do governo federal aumentar fortemente suas despesas para conter o impacto do coronavírus sobre a saúde e a economia. 

Em entrevista à BBC News Brasil, ele diz que isso deve ser feito inclusive com a impressão de dinheiro pelo Banco Central (BC) e com a captação de recursos pelo Tesouro Nacional por meio da emissão de dívida. 

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Para Meirelles, a retração da economia agora será tão brutal que não existe risco de inflação caso a autoridade monetária emita moeda. 

As declarações do ex-presidente do Banco Central durante a crise financeira internacional de 2008, no governo Lula, convergem com o que afirmou o líder petista nesta terça-feira (7). "O governo está tratando essa crise como se fosse uma qualquer. Eles dão liquidez aos bancos enquanto aos pobres não se dá nada. Enquanto isso, os americanos e alemães estão imprimindo dinheiro. O Brasil precisa imprimir moeda urgente", postou Lula pelo Twitter. 

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