Delta joga a toalha e pede recuperação judicial
É a última cartada da empreiteira envolvida no esquema Cachoeira, que diz sofrer "espécie de bullying empresarial"; no início das denúncias que ligaram a empreiteira ao esquema de Carlinhos Cachoeira, o empresário Fernando Cavendish profetizou: a construtora vai quebrar
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247 - Após se envolver no esquema de Carlinhos Cachoeira, a Delta Construções parece dar seus últimos passos. A empreiteira entrou com o pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio nesta segunda-feira 4. É como reconhecer oficialmente sua debilidade financeira, numa tentativa de evitar a falência. O pedido significa que a empresa requer em juízo uma forma de quitar suas dívidas com os credores. "Tomamos esta medida como parte de nossos esforços para garantir sucesso na execução e entrega das obras em andamento que são de interesse público e garantir a sustentabilidade da empresa em longo prazo", diz a empresa em comunicado.
No processo de recuperação judicial, a empresa submete aos credores uma proposta para quitação de suas dívidas, com desconto de valores e forma mais alongada de perfil. A proposta tem de ser aprovada por uma assembleia de credores. Do contrário, a empresa pode entrar em processo falimentar. "O envolvimento de alguns de seus executivos em supostos atos ilícitos, que estão sendo investigados judicialmente, tem levado a empresa a sofrer uma espécie de bullying empresarial. Em razão de notícias desta natureza que estão sendo veiculadas, várias administrações públicas estão deixando de honrar os pagamentos de obras já executadas", continua o comunicado.
"A situação financeira da Delta tornou-se insustentável, não restando outra alternativa senão a busca pela recuperação judicial", resume a mensagem. A decisão de pedir recuperação judicial veio na semana seguinte ao anúncio da desistência da holding J&F, que pretendia comprar a Delta. O grupo fez uma opção de compra, mas decidiu não exercê-la. No último dia 29, a CPI do Cachoeira aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da construtora em todo o país, passo decisivo para a desistência, apesar de Joesley Batista, que comanda o J&F, não admitir.
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