Delfim: ‘Não adianta reclamar dar agências’
Ex-ministro afirma que rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor´s, com a perda do grau de investimento, "é algo grave, sério, mas não é o fim do mundo"; e que, apesar de terem uma "capacidade duvidosa", não adianta reclamar das agências de classificação de risco; "Não adianta fechar os olhos e dizer que as agências de risco não valem nada. Elas têm uma capacidade duvidosa, mas não adianta reclamar"
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247 - Para o ex-ministro Delfim Netto, o rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor´s, com a perda do grau de investimento do País, "é algo grave, sério, mas não é o fim do mundo". Segundo ele, porém, não adianta reclamar das agências, apesar de terem uma "capacidade duvidosa".
"É algo grave, sério, mas não é o fim do mundo. No entanto, seguramente, indica que o ajuste fiscal vai ser ainda mais custoso", comentou, em entrevista à Folha. "Os juros e o câmbio vão subir e vai aumentar a volatilidade do mercado, porque a credibilidade interna e externa ficou comprometida. Não adianta fechar os olhos e dizer que as agências de risco não valem nada. Elas têm uma capacidade duvidosa, mas não adianta reclamar", acrescentou.
Na opinião do ex-ministro, o governo ter enviado ao Congresso uma previsão de Orçamento para 2016 com déficit de R$ 30,5 bilhões foi "uma incompetência política dramática". Sobre cortes, ele avalia que o Bolsa Família é o único "programa realmente importante" e que "os outros têm que ser ajustados a disponibilidade de recursos".
Delfim diz ver ainda mais turbulência política à frente: "O Congresso reproduz a sociedade, mas se excita muito mais. Temos um problema muito sério dentro da base do governo. O PT não está de acordo com o programa do seu próprio governo. Ponto final. A base aliada toda está resistindo simplesmente porque o governo não governa. É algo espantoso."
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