Delator diz que Rolls Royce pagou propina de US$ 100 mi à Petrobras

Afirmação foi feita por Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras; dinheiro teria sido pago para fornecimento de turbinas de geração de energia para plataformas de petróleo

Afirmação foi feita por Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras; dinheiro teria sido pago para fornecimento de turbinas de geração de energia para plataformas de petróleo
Afirmação foi feita por Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras; dinheiro teria sido pago para fornecimento de turbinas de geração de energia para plataformas de petróleo (Foto: Gisele Federicce)


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Por Paula Barra

SÃO PAULO - A britânica Rolls Royce pagou propina de US$ 100 milhões em contrato com a Petrobras (PETR3; PETR4) para fornecimento de turbinas de geração de energia para plataformas de petróleo. A afirmação foi feita por Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras, em acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, conforme publicado no início da semana pelo Financial Times.

Barusco afirma não se recordar quem foi beneficiado na divisão das propinas, mas diz que ele próprio recebeu US$ 200 mil da empresa britânica. As declarações foram dadas ao MPF e à Polícia Federal em 21 de novembro de 2014 e divulgadas no andamento processual da Operação Lava Jato em 5 de fevereiro.

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Em resposta, a Rolls-Royce Holdings disse que adotará todas as medidas necessárias para garantir o cumprimento da lei após relatos de que a empresa foi acusada de envolvimento no pagamento de subornos na produtora de petróleo brasileira Petrobras. "Queremos deixar muito claro que não toleraremos condutas empresariais impróprias de nenhum tipo e que adotaremos todas as medidas necessárias para assegurar o cumprimento da lei", disse um porta-voz da Rolls-Royce em uma resposta enviada por e-mail ao artigo.

Na mesma delação ao Ministério Público, Barusco afirmou ainda que o PT teria recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões de propina em contratos da estatal em contratos fechados entre a estatal com grandes empresas durante 2003 e 2013, durante os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele citou também que havia participação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, no recebimento das propinas. 

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