Delação de Odebrecht pode turbinar o golpe

Às vésperas da votação no Senado, vazam trechos de uma delação de Marcelo Odebrecht, preso há quase um ano, em que ele acusa o ex-ministro Guido Mantega e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, de vincular empréstimos do BNDES a doações de campanha; ele também disse que a presidente Dilma Rousseff teria atuado para livrar da prisão os empreiteiros envolvidos no esquema investigado pela Operação Lava Jato

Marcelo Odebrecht
Marcelo Odebrecht (Foto: Paulo Emílio)


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247 - O empresário Marcelo Odebrecht, que foi preso há quase um ano pela Polícia Federal, disse em depoimento a procuradores da Operação Lava Jato que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho, cobraram doações de empresários que possuíam financiamentos do junto ao banco para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. Novo vazamento do depoimento acontece pouco antes da votação pelo Senado que pode resultar no afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Matéria, que será veiculada neste domingo pela Folha de São Paulo, afirma que Mantega e Coutinho teriam pedido que vários empreiteiros se reunissem com o então tesoureiro da campanha Edinho Silva, atual ministro do governo Dilma, para que "continuassem a ser ajudados" pelo governo.

Coutinho, Mantega, Edinho Silva e o PT negam as acusações. Marcelo Odebrecht tenta fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

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O executivo disse, ainda, que a presidente Dilma Rousseff teria interferido para tentar libertá-lo, após sua prisão em junho de 2015. Segundo ele, a nomeação do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas foi feita com o objetivo de libertar os empreiteiros presos no esquema de corrupção.

Ainda segundo a Folha de São Paulo, os procuradores esperam informações sobre a atuação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto aos negócios firmados pelas empreiteiras brasileiras em diversos países da América Latina.

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