CUT não quer Abilio no comando da BRF
Enquanto o francês Casino não quer Abilio no comando do Grupo Pão de Açúcar, do qual é sócio, a CUT também protesta para que ele não assuma cargo no conselho da BRF, maior companhia de alimentos do País; Casino alega que há conflito de interesses ao estar nas duas empresas ao mesmo tempo, e a entidade concorda
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247 - Não é apenas o grupo Casino que quer ver Abilio Diniz pelas costas. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) é contra o empresário assumir o comando da BRF – maior companhia de alimentos brasileira, fusão da Sadia com a Perdigão –, assim como defendeu essa semana o sócio francês. A questão é que Abilio já tem um cargo de conselheiro no Grupo Pão de Açúcar, o que segundo o sócio e a entidade dos trabalhadores, geraria conflito de interesses.
Em nota divulgada nesta quinta-feira 21, a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à CUT), informa que enviou ofício à Previ – acionista da empresa – manifestando sua posição contrária aos rumores de que o fundo estaria apoiando a indicação de Abilio na BRF. "A Contraf-CUT vê conflito de interesses na indicação, uma vez que o Grupo Pão de Açúcar é o maior comprador e revendedor dos produtos da Brasil Foods", defende a Contraf.
Leia abaixo a íntegra do comunicado:
Contraf-CUT questiona Previ por possível indicação de Abílio Diniz para a Brasil Foods
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou ofício nesta quarta-feira 20 ao presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), Dan Conrado, em que manifesta preocupação com os rumores de que o fundo estaria apoiando a indicação do empresário Abílio Diniz, um dos principais acionistas do Grupo Pão de Açúcar, para a presidência do Conselho de Administração da Brasil Foods.
A Contraf-CUT vê conflito de interesses na indicação, uma vez que o Grupo Pão de Açúcar é o maior comprador e revendedor dos produtos da Brasil Foods.
"A possibilidade de concretizar a indicação nos obriga a questionar: a melhor maneira de defender os interesses dos associados da Previ, um dos maiores acionistas da Brasil Foods, é indicar para o a gestão da empresa um relevante acionista do maior comprador de seus produtos?", indaga o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, no ofício ao presidente da Previ.
"Em eventuais disputas comerciais, que sempre acontecem no mundo empresarial, do lado de quem se posicionará o referido conselheiro: a favor da empresa onde detém grande parte do capital ou a favor da empresa onde a Previ investe os recursos de seus quase duzentos mil participantes?", questiona Cordeiro.
Para a Contraf-CUT, "indicar para gerir a Brasil Foods um empresário que, diante de um conflito de interesses, pode se posicionar a favor da parte contrária não é, definitivamente, a melhor maneira de preservar o patrimônio construído com o suor e as contribuições mensais de milhares de trabalhadores do Banco do Brasil".
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