Cruzeiro do Sul despenca na Bolsa
Ações preferenciais caíam mais de 11% na tarde desta segunda, 16, após informação divulgada pelo Estadão de perdas em torno de R$ 2,5 bi, o dobro do previsto pelo Banco Central quando interveio no banco, que nega os números até conclusão do balanço
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247 - As ações preferenciais do banco Cruzeiro do Sul, que está sob intervenção do Banco Central desde 4 de junho por operações fraudulentas, caíam forte no pregão desta segunda-feira, 16, após informações divulgadas em dois jornais sobre as perdas do banco. Às 14h, as ações CZRS4 sofriam perdas de 11,44% na Bovespa, cotadas a R$ 2,09.
Embora o banco tenha afirmado, em comunicado emitido ao mercado, que não será possível valorar as perdas na instituição "até a conclusão do balanço especial previsto em lei, e que se encontra em fase de elaboração", informações das perdas estimadas publicadas por dois jornais tiveram forte impacto sobre as ações do banco na Bolsa.
Segundo matéria do jornal O Estado de S. Paulo deste fim de semana, o rombo no Cruzeiro do Sul chega a R$ 2,5 bilhões, o dobro do estimado pelo Banco Central quando interveio no banco.
Já o Valor Econômico, em matéria desta segunda, fala em "R$ 1,6 bilhão em operações fraudulentas de crédito no Cruzeiro do Sul, sendo que algumas tiveram origem oito anos atrás. Além de R$ 900 milhões em problemas como patrimônio superestimado, provisões inferiores às necessárias e passivos tributários".
No acumulado do ano, as ações do Cruzeiro do Sul acumulam perdas de 85%, segundo o Valor.
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