Crise faz Brasil ter 1ª deflação em 11 anos

A recessão econômica agravada pela crise política do governo Michel Temer fez com a inflação oficial brasileira registrasse em junho a primeira deflação mensal em 11 anos, devido à queda nos preços de alimentação; Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,23% no mês passado, primeira variação negativa desde junho de 2006 (-0,2%), segundo o IBGE; com o golpe parlamentar que alçou Temer ao poder, o Brasil viu o número de desempregados subir para quase 14 milhões de pessoas, além da estagnação do comércio e da indústria

A recessão econômica agravada pela crise política do governo Michel Temer fez com a inflação oficial brasileira registrasse em junho a primeira deflação mensal em 11 anos, devido à queda nos preços de alimentação; Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,23% no mês passado, primeira variação negativa desde junho de 2006 (-0,2%), segundo o IBGE; com o golpe parlamentar que alçou Temer ao poder, o Brasil viu o número de desempregados subir para quase 14 milhões de pessoas, além da estagnação do comércio e da indústria
A recessão econômica agravada pela crise política do governo Michel Temer fez com a inflação oficial brasileira registrasse em junho a primeira deflação mensal em 11 anos, devido à queda nos preços de alimentação; Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,23% no mês passado, primeira variação negativa desde junho de 2006 (-0,2%), segundo o IBGE; com o golpe parlamentar que alçou Temer ao poder, o Brasil viu o número de desempregados subir para quase 14 milhões de pessoas, além da estagnação do comércio e da indústria (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - A inflação oficial brasileira registrou em junho a primeira deflação mensal em 11 anos e no menor nível em quase 20 anos, devido à queda nos preços de alimentação, habitação e transporte, favorecendo ainda mais o processo de queda de juros.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,23 por cento no mês passado, primeira variação negativa desde junho de 2006 (-0,21 por cento), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Também foi o menor nível desde agosto de 1998 (-0,51 por cento), com a queda de junho maior do que esperado em pesquisa da Reuters (-0,17 por cento) com analistas, após ter subido 0,31 por cento em maio.

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Nos 12 meses até junho, a alta do IPCA desacelerou a 3 por cento, sobre 3,60 por cento em maio, chegando ao limite inferior da meta oficial de 4,5 por cento, com tolerância de 1,5 ponto percentual neste ano e em 2018.

As principais influência em junho foram exercidas pelos preços de alimentos, habitação e transporte, que juntos respondem por cerca de 60 por cento das despesas das famílias.

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Segundo o IBGE, os preços do grupo Alimentação e Bebida recuaram 0,50 por cento em junho, sobre deflação de 0,35 por cento no mês anterior, pressionado principalmente por alimentos para consumo em casa.

A deflação mais forte no mês passado veio do grupo Habitação, de 0,77 por cento, sob a influência do recuo de 5,52 por cento das contas de energia elétrica.

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Já os preços de Transportes caíram 0,52 por cento em junho, principalmente porque os combustíveis recuaram 2,84 por cento. A Petrobras vem reajustando constantemente o preço médio da gasolina e do diesel nas refinarias.

Por outro lado, os preços de serviços aceleraram a alta a 0,43 por cento em junho, sobre 0,05 por cento em maio.

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Ainda que a economia brasileira dê algum sinal de recuperação, a inflação no país vem em trajetória de queda, dando espaço para o BC continuar reduzindo a taxa básica de juros Selic. Entretanto, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, já havia adiantado que o resultado de junho do IPCA por si só seria pontual e não teria implicação relevante para a condução da política monetária.

O BC já cortou a Selic a 10,25 por cento e a expectativa é de que reduza a taxa a 9,50 por cento na reunião deste mês, levando-a a 8,5 por cento no final do ano de acordo com a pesquisa Focus.

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Como esforço para mostrar a continuidade da política econômica mais austera, em meio à intensa crise política, o governo fixou para 2019 o centro da meta de inflação a 4,25 por cento pelo IPCA e, para 2020, a 4 por cento, nos dois casos com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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