Crise de geração de empregos

Segundo dados recentes, em abril, o desemprego na Europa registrou seu nível mais alto em 15 anos. Aqui no Brasil, podemos admitir que temos uma condição invejável do ponto de vista do emprego



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Um dos componentes de grande gravidade na crise que a Europa enfrenta é o dos altos índices de desemprego. Neste quesito, há um verdadeiro abismo entre a situação europeia —e, de maneira geral, a situação mundial— e o que vivencia o Brasil.

Segundo dados recentes divulgados pela União Europeia, em abril, o desemprego na Europa registrou seu nível mais alto em 15 anos, atingindo mais de 17 milhões de pessoas. Em fevereiro, as taxas de desemprego dos três países com pior desempenho foram 23,6% na Espanha, 21% na Grécia e 15% em Portugal.

Aqui no Brasil, no entanto, podemos admitir que temos uma condição invejável do ponto de vista do emprego, ou seja, da principal fonte de aquecimento da economia. Ante o contexto mundial e a grave crise financeira internacional, que dificulta a geração de empregos, o mercado de trabalho brasileiro continua vigoroso.

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Essa é a boa notícia nos recentes dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informando a queda do desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país —Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Em abril, a taxa ficou em 6%, ante os 6,2 % registrados em março, conforme dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

Pelos dados do IBGE, o número de desempregados em abril chegou a 1,5 milhão, praticamente estável em comparação com março deste ano e com o mesmo mês de 2011. Porém, o número de pessoas empregadas nas cidades pesquisadas foi 1,8% superior a abril do ano anterior —ou 396 mil novos empregos gerados nos últimos doze meses.

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Os números são ainda mais importantes porque apontam para uma inflexão na alta do desemprego, que vinha se mantendo desde dezembro do ano passado.

Ainda de acordo com os dados, a renda média do trabalhador brasileiro em abril foi de R$ 1.719,5, o que significa uma redução de 1,2% sobre março, mas um aumento de 6,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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O nível de desemprego ficou estável entre março e abril também na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em sete regiões metropolitanas: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Distrito Federal, São Paulo e Porto Alegre. Os setores de comércio e serviços foram os principais responsáveis por segurar esse resultado, já que houve queda de 1,2% no nível de emprego na indústria.

Evidente que as políticas de crescimento econômico sustentável com inclusão social adotadas pelo ex-presidente Lula e que vêm sendo aprofundadas pela presidenta, Dilma Rousseff, têm permitido ao Brasil resistir à crise que compromete as economias dos principais países capitalistas do mundo com certa tranquilidade. E a geração de empregos joga um papel fundamental para isso.

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Fortalecer o mercado interno, ampliar a renda da população e permitir que se aprofunde o processo de inclusão social e de acesso a direitos básicos de cidadania são algumas das consequências positivas desse modelo que busca a geração e manutenção de empregos. Essa percepção parece ter se perdido no Velho Continente com a dissolução do Estado do bem estar social, levando os países europeus a viverem uma crise de geração de empregos.

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