CPI quebra sigilo da Delta; amanhã pode ser Perillo

Todo o sigilo da movimentação financeira da Delta Engenharia acaba de ser quebrado pela CPI do Cachoeira; a próxima quebra pode ser a do governador Marconi Perillo, de Goiás; há um requerimento neste sentido, mas que só será votado na quarta; sessão foi interrompida e terá continuidade a partir das 10h00

CPI quebra sigilo da Delta; amanhã pode ser Perillo
CPI quebra sigilo da Delta; amanhã pode ser Perillo (Foto: Edição/247)


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247 - A CPI do Cachoeira aprovou em sua curta sessão desta terça-feira 29 a quebra do sigilo bancário da Delta Engenharia, em plano nacional. Agora, todo o relacionamento financeiro da empresa de Fernando Cavendish terá de ser aberto aos integrantes da Comissão. A medida tem poder para apontar se a empresa pagava propinas e a quem, além de possibilitar a indicação de superfaturamento em obras.

Quando se esperava atitude semelhante em relação aos sigilos bancário, telefônico e fiscal do governador de Goiás, Marconi Perillo, a sessão foi encerrada. Houve tempo apenas, por volta das 16h00, para a leitura de requerimento neste sentido. Também foram lidos requerimentos para a quebra dos sigilos de deputados citados nas investigações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a sessão desta terça-feira 29 da CPI:

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Presidente da CPMI retira de pauta convocação de governadores

Mariana Jungmann _Repórter da Agência Brasil, Brasília - O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), tirou de pauta o requerimento para convocação dos governadores de Goiás, Marconi Perillo, do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para prestarem depoimento.

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Com isso, a CPMI adiou mais uma vez a decisão de convocar os governadores para ouvi-los a respeito das relações deles com o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e com a empresa Delta Construção.

Os estados governados por Perillo, Agnelo e Cabral têm contratos com a Delta, que está sob suspeita de ter sido utilizada por Cachoeira para lavar dinheiro. Além disso, o empresário, que controlava um esquema de jogos ilegais em Goiás, teria relações pessoais com funcionários de alto escalão dos governos de Marconi Perillo e Agnelo Queiroz.

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Vital do Rêgo se apoiou em questão de ordem, levantada na audiência de hoje (29) da CPMI, que questionava se a comissão parlamentar tem prerrogativa para convocar governadores. O presidente da CPMI preferiu então aguardar um parecer jurídico por escrito, antes de recolocar o assunto em pauta.

Mais cedo, os parlamentares que compõem a comissão aprovaram o nome do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) para ser o vice-presidente da CPMI. Eles analisam agora os requerimentos que pedem a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico da Delta Construção em todo o país. Na última semana, foi aprovada a quebra dos sigilos da Delta Centro-Oeste.

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A CPMI do Cachoeira foi criada para investigar as relações do empresário com agentes públicos e privados. Carlos Ramos é acusado, entre outras coisas, de explorar jogos ilegais, praticar corrupção ativa de funcionários públicos, lavar dinheiro por meio de empresas fantasmas e fraudar licitações para que a Delta Construção fosse beneficiada com contratos públicos.

Abaixo, notícia da Reuters a respeito do assunto:

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BRASÍLIA, 29 Mai (Reuters) - A CPI que investiga as relações do empresário Carlinhos Cachoeira com políticos e empresas adiou mais uma vez nesta terça-feira a votação dos requerimentos que pediam a convocação dos governadores Marconi Perillo (Goiás), Agnelo Queiroz (Distrito Federal) e Sérgio Cabral (Rio de Janeiro).

Uma questão de ordem apresentada pelo deputado Gladson Cameli (PP-AC), que questionou o poder da CPI para convocar governadores, promoveu o adiamento, já que o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que só esclarecerá a dúvida na próxima reunião, marcada para quarta-feira.

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Também nesta terça, a CPI aprovou a quebra dos sigilos bancários, fiscal e telefônico da Delta em nível nacional, contrariando uma proposta do PT que preferia votar apenas a quebra de sigilos bancário das contas que tivessem relação financeiras com as empresas que pertenceriam à organização de Cachoeira.

Perillo, que é do PSDB, e Queiroz, filiado ao PT, são citados nas operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, que servem de matéria-prima para a CPI.

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Já Cabral, que é do PMDB, é amigo pessoal do ex-presidente da construtora Delta Fernando Cavendish. A empreiteira é acusada de ter Cachoeira como sócio oculto e há suspeitas de que ela seria usada para lavar dinheiro que o empresário obteria com jogos ilícitos.

Desde o começo dos trabalhos da comissão, há mais de um mês, há pressão para convocar Perillo, Queiroz e Cabral, mas os partidos a que pertencem têm resistido a colocar os requerimentos em votação.

Cachoeira está preso desde fevereiro deste ano, acusado de comandar uma rede que explorava jogos ilegais.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

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