CPI pede aos EUA dados de lavagem do HSBC
Senador Pedro Taques faz requerimento oficial ao Senado americano para obter informações sobre esquema que lavou bilhões de dólares do narcotráfico e de terroristas; banco pode ter licença cassada nos EUA; no Brasil, é o maior operador de contas da Delta; HSBC, cuja sede no Paraná vive enfeitada, não entregou informações sobre a empreiteira
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Andressa Anholete _Brasília 247 – A situação do HSBC tem tudo para piorar. Com o escândalo de lavagem de dinheiro no EUA, desconfianças sobre a atuação do banco no Brasil se tornam cada vez maiores. Nesta quarta-feira 18, o senador Pedro Taques se envolveu no caso. O parlamentar fez um requerimento pedindo informações ao Subcomitê Permanente de Investigações do Comitê de Segurança e Assuntos Governamentais do Senado dos EUA sobre o HSBC (leia aqui reportagem do 247 sobre o escândalo de lavagem de dinheiro no HSBC dos Estados Unidos).
"Conhecendo as práticas já apontadas como irregulares no exterior, poderemos constatar se se repetem ou não na operação brasileira", acredita o senador.
A desconfiança do parlamentar sobre as atividades do banco no Brasil foi causada pela demora da instituição em dar os dados da quebra de sigilo bancário da Delta Construtora à CPI do Cachoeira. Segundo Taques, é no HSBC que a Delta recebia a maior parte dos recursos federais e fazia pagamentos a empresas de fachada.
"Estamos diante de uma grave falha da filial brasileira do HSBC em cumprir o seu dever legal de fornecer os dados bancários requisitados pela CPMI, ao mesmo tempo em que o seu conglomerado matriz é alvo de investigações exatamente pelo seu papel inadequado no que se refere às medidas de controle de lavagem de dinheiro", justifica Pedro Taques.
Durante toda a tarde desta quarta-feira 18, Brasília 247 entrou em contato com o HSBC, por meio de ligações para assessoria no Brasil e, também, para a filial mexicana do banco, que concentra a divulgação das informações. Em nenhuma das tentativas houve resposta sobre a atuação em território brasileiro. Igualmente procurados por 247, o Ministério da Fazenda e o Banco Central não quiseram se manifestar sobre o assunto.
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