CPI fisga tubarões: BTG, de Esteves, e Odebrecht

Comissão que será instalada nesta semana pode se debruçar sobre operações que atingem dois dos principais grupos empresariais do País: o BTG Pactual, de André Esteves (esq.), e a Odebrecht; no primeiro caso, o banqueiro comprou por US$ 1,5 bilhão participação em ativos da Petrobras na África, que poderiam valer quatro vezes mais; no segundo, contrato foi superfaturado, mas a presidente da estatal, Graça Foster, o reduziu a menos da metade, ignorando as pressões de Marcelo Odebrecht (dir.), que ameaçava relatar doações políticas

Comissão que será instalada nesta semana pode se debruçar sobre operações que atingem dois dos principais grupos empresariais do País: o BTG Pactual, de André Esteves (esq.), e a Odebrecht; no primeiro caso, o banqueiro comprou por US$ 1,5 bilhão participação em ativos da Petrobras na África, que poderiam valer quatro vezes mais; no segundo, contrato foi superfaturado, mas a presidente da estatal, Graça Foster, o reduziu a menos da metade, ignorando as pressões de Marcelo Odebrecht (dir.), que ameaçava relatar doações políticas
Comissão que será instalada nesta semana pode se debruçar sobre operações que atingem dois dos principais grupos empresariais do País: o BTG Pactual, de André Esteves (esq.), e a Odebrecht; no primeiro caso, o banqueiro comprou por US$ 1,5 bilhão participação em ativos da Petrobras na África, que poderiam valer quatro vezes mais; no segundo, contrato foi superfaturado, mas a presidente da estatal, Graça Foster, o reduziu a menos da metade, ignorando as pressões de Marcelo Odebrecht (dir.), que ameaçava relatar doações políticas (Foto: Gisele Federicce)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - A CPI da Petrobras, que será instalada nesta semana, no Congresso Nacional, já tem dois tubarões em seu radar: o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e o empreiteiro Marcelo Odebrecht, da construtora que carrega o nome da família.

No primeiro caso, Esteves conseguiu se tornar sócio de blocos da Petrobras na África pagando US$ 1,5 bilhão pelos ativos. O problema: avaliações internas da companhia indicavam que os poços poderiam valer até quatro vezes mais. No primeiro ano de operação, Esteves conseguiu, já em dividendos, recuperar 10% do valor investido, ou seja, US$ 150 milhões (leia aqui reportagem de Raquel Landim e David Friedlander a respeito).

O caso da Odebrecht também tem despertado atenção. A empresa fechou um contrato de US$ 826 milhões para realizar serviços em ativos internacionais da companhia. No entanto, depois que a presidente da Petrobras, Graça Foster, descobriu indícios de superfaturamento, mandou reduzir o contrato a quase metade daquele valor: US$ 480 milhões. 

continua após o anúncio

Insatisfeito, o presidente da construtora, Marcelo Odebrecht, teria procurado Graça para pressioná-la, alegando que fizera contribuições políticas (leia mais aqui). A despeito das pressões, Graça não recuou e tem sinalizado que a Petrobras tem interesse em eliminar distorções do passado.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247