Coutinho indica que BNDES não teve perdas com a OGX
Presidente do Banco afirma que a instituição "não perderá um centavo" com a reestruturação do grupo EBX, de Eike Batista; "Todo o nosso crédito já foi equacionado", diz Luciano Coutinho, em entrevista ao Valor Econômico; em julho, o BNDES confirmou ter emprestado R$ 10,4 bilhões às empresas de Eike
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247 – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, indica que a instituição não sofreu perdas ao investir no grupo EBX, de Eike Batista, que vem sofrendo quedas bruscas no mercado. Em julho, o Banco confirmou ter emprestado o valor de R$ 10,4 bilhões às empresas de Eike.
Levado pelo repórter Cristiano Romero, do jornal Valor Econômico, a explicar investimentos do BNDES em empreendimentos que não deram certo, Luciano Coutinho afirma: "O BNDES emprestou R$ 840 bilhões nesse período, mas também acumulou R$ 45 bilhões de lucro, com o nível de inadimplência mais baixo de todo o sistema financeiro".
Segundo ele, a crítica deve se concentrar apenas em um caso: o grupo EBX. "O apoio a esse grupo nada tem a ver com a política chamada indevidamente de 'campeões nacionais'. (...) Os investimentos sólidos foram apoiados pelo sistema bancário e o BNDES. Foram estruturados e tinham valor intrínseco suficiente para atrair novos investidores, como ocorreu".
Ele explica ainda que os novos investidores das empresas de Eike "capitalização e levarão os projetos adiante, permitindo a migração dos créditos dos empreendimentos". Coutinho justifica que a petroleira OGX "foi resultado de um fenômeno de mercado" e diz que "não há crédito bancário" do BNDES na empresa. "O banco não perderá um centavo com a reestruturação do grupo. Todo o nosso crédito já foi equacionado", diz ele.
Leia a íntegra da entrevista aqui.
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