Coutinho confirma aporte de recursos ao BNDES

“Tivemos, até agora, plenas condições de levar adiante sem a necessidade [de aportes], mas está chegando o momento em que um aporte vai ser imprescindível”, disse o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, sobre recursos do Tesouro Nacional a serem anunciados ainda este mês

Data: 18/01/2012   
Editoria: Brasil
Reporter: Marcelo Mota
Local: Rio de Janeiro, RJ
Pauta: Coletiva BNDES
Setor: financiamento
Personagem: Luciano Coutinho, Presidente do BNDES, fotografado no BNDES, Centro, RJ.
Tags: coutinho, bndes, banco, fina
Data: 18/01/2012 Editoria: Brasil Reporter: Marcelo Mota Local: Rio de Janeiro, RJ Pauta: Coletiva BNDES Setor: financiamento Personagem: Luciano Coutinho, Presidente do BNDES, fotografado no BNDES, Centro, RJ. Tags: coutinho, bndes, banco, fina (Foto: Roberta Namour)


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Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, confirmou ontem (12) que a instituição precisará de um aporte de recursos do Tesouro Nacional a ser anunciado ainda este mês. “Tivemos, até agora, plenas condições de levar adiante sem a necessidade [de aportes], mas está chegando o momento em que um aporte vai ser imprescindível”, destacou.

Coutinho preferiu não adiantar o valor dos recursos. Disse apenas que o montante será o necessário para manter os investimentos financiados pelo banco. Segundo ele, o orçamento da instituição neste ano vai ser um pouco menor que o do ano passado, mas a instituição trabalhará para que os investimentos tenham desempenho satisfatório num cenário de desaceleração do crédito às empresas pelos bancos privados.

“É importante suportar os investimentos porque todo mundo quer aumentar a taxa de investimentos do país. Queremos estimular a participação privada e queremos moderar um pouco [a concessão de crédito pelo BNDES], mas sem prejudicar o investimento”, explicou Coutinho após participar de palestra na abertura da 26ª edição do Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae).

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Desde 2009, o Tesouro emprestou R$ 305 bilhões ao BNDES por meio de injeções de títulos públicos. Com as vendas dos papéis no mercado, o banco de fomento consegue dinheiro para aumentar o capital e emprestar mais aos empresários. Somente no ano passado, o banco recebeu R$ 15 bilhões em papéis. Neste ano, o Tesouro ainda não fez nenhuma transferência.

Durante a palestra, Luciano Coutinho, rebateu as críticas de que o volume de empréstimos do BNDES ao setor produtivo aumentam a dívida pública bruta e provocam inflação. “As críticas ao PSI [Programa de Sustentação do Investimento] são pouco informadas, porque só olham o custo dos recursos, mas nunca os benefícios gerados pelos financiamentos. [As críticas] vêm da visão que prefere desmontar a política de desenvolvimento industrial”, analisou.

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Coutinho negou que o banco beneficie apenas determinados setores da economia. Segundo ele, dos 100 grupos industriais brasileiros, 92 têm acesso aos financiamentos do banco. Entre os 500 maiores grupos brasileiros, 408 têm acesso. “O BNDES tem dado acesso amplo a todos os grandes e tem o orgulho também de ter aumentado de maneira muito significativa o acesso de pequenas empresas ao seu crédito”, declarou.

O presidente do BNDES destacou ainda que, quando o banco tem participações acionárias em empresas por meio do BNDESPAR, a compra das ações é feita estritamente com recursos a custo de mercado, que não vem do Fundo de Amparo ao Trabalhado (FAT) nem do Tesouro Nacional. “Isso é sempre ignorado, por determinados veículos de mídia”, rebateu.

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De acordo com Coutinho, o BNDESPAR, nos últimos anos, tem registrado resultados de retornos positivos de R$ 20 bilhões.

“Apesar disso, gostam de pegar um ou outro caso de insucesso como fosse a regra”, informou. No ano passado, o banco recebeu críticas por ter ações em empresas de Eike Batista.

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Ainda na palestra, o presidente do BNDES defendeu uma reforma tributária no país para melhorar e simplificar a estrutura tributária brasileira. “A reforma precisa tornar [a tributação] menos onerosa para o setor produtivo”, completou.

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