Cortes e maior procura por vagas elevam desemprego em março

O desemprego no Brasil, que já é o maior da história, não pára de subir; no mês passado, novos cortes de vaga e maior procura por trabalho pressionaram ainda mais a taxa de desemprego, que chegou a 13,7%, de acordo com uma média de 23 estimativas colhidas com consultorias e instituições financeiras; em março do ano passado, o desemprego era de 10,9%

Desemprego fica em 7,6% em janeiro
Desemprego fica em 7,6% em janeiro (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - Novos cortes de vagas e maior procura por trabalho pressionaram a taxa de desemprego no mês passado, elevando-a a 13,7%, conforme a média 23 estimativas colhidas entre consultorias e instituições financeiras pelo Valor Data, depois de atingir 13,2% no trimestre móvel até fevereiro. As projeções para o dado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que será apresentado hoje, variam de 13,2% a 14,1%. Em março do ano passado, o desemprego era de 10,9%.

As informações são de reportagem do Valor. 

"A eliminação de postos de trabalho manteve o ritmo forte que vem sendo observado desde agosto do ano passado, diz o economista Thiago Xavier, da Tendências Consultoria. Em seus cálculos, a ocupação recuou 1,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2016, enquanto a procura por emprego, traduzida na dinâmica da força de trabalho, cresceu 1,4%.

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Dessazonalizado, o desemprego de 13,7% esperado para março, ele acrescenta, fica em torno de 13%. "A taxa dessazonalizada deve se manter mais ou menos estável nesse nível até o fim do ano", diz. O patamar alto - 13,5 milhões de desempregados - é reflexo da recuperação lenta que o mercado de trabalho deve enfrentar.

Nesse sentido, a equipe do Bradesco destaca a surpresa negativa com o desempenho do emprego formal em março. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou redução líquida de 63,6 mil postos com carteira assinada, quando a expectativa era de saldo positivo. Em fevereiro, depois de 22 meses seguidos, o país voltou a gerar vagas, 35,6 mil - saldo ainda insuficiente para evitar nova diminuição no estoque de emprego formal no primeiro trimestre de 2017, de 64,4 mil.

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A queda da ocupação na Pnad Contínua só não tem sido maior, observa em relatório a instituição, porque há algumas oportunidades no mercado informal e no trabalho por conta própria, que compensam as restrições ainda fortes do segmento formal."

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