Corte de R$ 44 bi e 1,9% de superávit afetam mercado

Positivas as primeiras reações ao anúncio dos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Miriam Belchior, do Planejamento, de corte orçamentário de R$ 44 bilhões e realização de superávit primário de 1,9% em 2014; mercado esperava números inferiores; metas do governo fizeram a Bolsa de Valores de São Paulo, que abrira em forte baixa, reverter movimento e zerar perdas; em seguida, porém, índice entrou em queda; promessa de ajuste orçamentário feita pela presidente Dilma Rousseff em Davos foi cumprida agora; metas para o PIB e a inflação foram revisadas para baixo; combate à propalada fragilidade; maior corte se dá em emendas parlamentares; obras do PAC perdem R$ 7 bilhões

Positivas as primeiras reações ao anúncio dos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Miriam Belchior, do Planejamento, de corte orçamentário de R$ 44 bilhões e realização de superávit primário de 1,9% em 2014; mercado esperava números inferiores; metas do governo fizeram a Bolsa de Valores de São Paulo, que abrira em forte baixa, reverter movimento e zerar perdas; em seguida, porém, índice entrou em queda; promessa de ajuste orçamentário feita pela presidente Dilma Rousseff em Davos foi cumprida agora; metas para o PIB e a inflação foram revisadas para baixo; combate à propalada fragilidade; maior corte se dá em emendas parlamentares; obras do PAC perdem R$ 7 bilhões
Positivas as primeiras reações ao anúncio dos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Miriam Belchior, do Planejamento, de corte orçamentário de R$ 44 bilhões e realização de superávit primário de 1,9% em 2014; mercado esperava números inferiores; metas do governo fizeram a Bolsa de Valores de São Paulo, que abrira em forte baixa, reverter movimento e zerar perdas; em seguida, porém, índice entrou em queda; promessa de ajuste orçamentário feita pela presidente Dilma Rousseff em Davos foi cumprida agora; metas para o PIB e a inflação foram revisadas para baixo; combate à propalada fragilidade; maior corte se dá em emendas parlamentares; obras do PAC perdem R$ 7 bilhões (Foto: Gisele Federicce)


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247 – Ao seu modo, o governo cumpriu o que a presidente Dilma Rousseff prometeu aos investidores reunidos em Davos, no Forum Econômico Mundial, em janeiro.

Nesta quinta-feira 20, em Brasília, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, anunciaram um contingenciamento orçamentário de R$ 44 bilhões e uma meta de superávit primário de 1,9%. Anteriormente, esse índice estava fixado em 2,1%. Porém, o governo previu que a inflação de 2014 também será menor do que a prevista inicialmente, fixada agora em 5,3%.

O anúncio mostra que, ao mesmo tempo que fez o que era esperado pelo mercado e, em especial, pelas agência de classificação de risco que ameaçam rebaixar as notas brasileiras, o governo superou expectativas. Levantamentos com executivos financeiros e economistas apontaram que o mercado espera um contingenciamento máximo de R$ 35 bilhões e a promessa de superávit não superior a 1,5% do PIB.

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As reações não tardarão a surgir. E, de início, foram bastante positivas, com virada a favor na bolsa brasileira. Porém, essa primeira tendência já não prevalecia às 12h30, com o indice de mau humor novamente, em baixa.

Abaixo, notícia do portal Infomoney, parceiro de 247, publicada logo após o anúncio do governo:

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Ibovespa vira, animado com anúncio de cortes de gastos no Brasil e dados dos EUA

Resumo: Governo brasileiro anunciou corte de gastos no valor de R$ 44 bilhões e meta de superávit primário de 1,9%, acima do esperado pelo mercado; EUA anunciaram maior ritmo de produção industrial desde maio de 2010

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SÃO PAULO - Após abrir em forte queda, o Ibovespa zera as perdas no final da manhã desta quinta-feira (20). Às 11h28 (horário de Brasília), o índice registra alta de 0,29%, a 47.289 pontos, tendo como grande destaque o cenário nacional, com o anúncio de corte de gastos no valor de R$ 44 bilhões pelo governo federal, anunciado há pouco.

Com o corte, o governo pretende atingir este ano um superávit primário equivalente a 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto). A expectativa do mercado é de que o governo apresentaria uma meta mais baixa de superávit entre 1,4% e 1,5% e um ajuste de despesas entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões.

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Além disso, destaque para os dados de indústria dos EUA, com o PMI acelerando para 56,7 em fevereiro, o maior ritmo desde maio de 2010, e os pedidos de auxílio desemprego no país, que registraram queda, apesar de levemente abaixo da expectativa do mercado. 

Com isso, o anúncio do governo ofuscou os dados da atividade industrial da China divulgados mais cedo, mostrando que a atividade manufatureira na China caiu para 48,3, o que indica uma contração na segunda maior economia do mundo, ante 49,5 no mês passado. O índice atingiu o seu menor nível em sete meses, dando mais um sinal de que a economia do gigante asiático está enfrentando uma desaceleração. 

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Enquanto isso, o PMI da atividade empresarial da Zona do Euro ficou em 52,7, número um pouco abaixo do mês passado e não atingiu a expectativa do mercado, que era de 53,1. O único destaque positivo de dados no continente fica com a Alemanha. O índice de Gerente de Compras do país subiu para 56,1, ante leitura de 55,5 no mês anterior, e atingiu maior nível desde junho de 2011. 

Abaixo, notícias das agências Brasil e Reuters a respeito:

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Governo faz corte de R$ 44 bilhões no Orçamento de 2014

Daniel Lima, Pedro Peduzzi e Yara Aquino, repórteres da Agência Brasil Edição: José Romildo

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O governo anunciou agora há pouco que o corte no Orçamento Geral da União de 2014 alcançará R$ 44 bilhões. Com o corte, o governo pretende atingir este ano um superávit primário equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), correspondente a todo o setor público consolidado, buscando com isso manter os fundamentos da economia e a confiança dos investidores internacionais e do mercado interno.

Dos R$ 44 bilhões, R$ 13,5 bilhões são despesas obrigatórias e R$ 30,5 bilhões correspondem a despesas discricionárias. O detalhamento dos cortes no Orçamento está sendo explicado, neste momento, no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, pela ministra Miriam Belchior e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

As previsões do governo foram feitas com base na manutenção dos seguintes parâmetros da economia brasileira: o superávit primário de 1,9% do PIB; inflação de 5,3% e dólar na faixa de R$ 2,44.

Governo fixa meta de primário em 1,9% do PIB em 2014 e contingencia R$44 bi

BRASÍLIA, 20 Fev (Reuters) - A nova meta de superávit primário do setor público consolidado de 2014 foi fixada em 99 bilhões de reais, equivalente a 1,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos 2,1 por cento previstos até então, segundo o Decreto de Programação Orçamentária e Financeira divulgado nesta quinta-feira.

No documento, elaborado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, o governo também informou que o contingenciamento no Orçamento deste ano será de 44 bilhões de reais.

(Reportagem de Luciana Otoni)

Emendas parlamentares e PAC são gastos mais afetados

Pedro Peduzzi, Daniel Lima e Yara Aquino - Agência Brasil

Dos R$ 44 bilhões a serem reduzidos nos gastos do governo em 2014, R$ 30,5 bilhões serão cortados das despesas discricionárias – aquelas em que ele tem autonomia para definir o uso. Deste total, R$ 13,3 bilhões serão cortados do que estava previsto para gastos com emendas parlamentares. Essas emendas tinham uma previsão de R$ 19,76 bilhões. Com o corte anunciado hoje (20), esse valor foi reduzido para R$ 6,46 bilhões.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi o tipo de gasto mais afetado depois das emendas parlamentares: R$ 7 bilhões – passando dos R$ 61,46 bilhões previstos para R$ 54,46 bilhões. Os gastos do Ministério da Defesa vêm em terceiro lugar nos cortes, com uma redução de R$3,5 bilhões: previsão orçamentária reduzida de R$ 14,79 bilhões para R$ 11,29 bilhões nas despesas discricionárias.

Já o Ministério da Fazenda terá a parte discricionária do seu orçamento reduzida de R$ 4,76 bilhões para R$ 3,21 bilhões (corte de R$ 1,55 bilhão).

Os valores iniciais estavam previstos na Lei Orçamentária Anual, aprovado pelo Congresso Nacional. Com o corte de R$ 44 bilhões, o governo pretende atingir este ano um superávit primário equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), correspondente a todo o setor público consolidado, buscando com isso manter os fundamentos da economia e a confiança dos investidores internacionais e do mercado interno.

O detalhamento dos cortes no Orçamento está sendo explicado, neste momento, no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, pela ministra da pasta, Miriam Belchior e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

As previsões do governo foram feitas com base na manutenção dos seguintes parâmetros da economia brasileira: superávit primário de 1,9% do PIB; inflação de 5,3% e dólar na faixa de R$ 2,44.

Com relação às despesas obrigatórias, que terão corte de R$ 13,5 bilhões, a ministra Miriam Belchior informou que, desse total, R$ 6,67 bilhões serão reduzidos dos gastos com subsídios e subvenções. A Lei Orçamentária de 2014 previa R$ 14,674 bilhões. Por meio do decreto de programação, esse valor cairá para R$ 8 bilhões.

As folhas de pagamentos serão reduzidas em R$ 6 bilhões, ante os R$ 17 bilhões previstos; e os benefícios destinados à Previdência (inicialmente, R$ 388.285 bilhões), serão reduzidos em R$ 1,37 bilhão. Já os cortes extraordinários terão um aporte positivo de R$ 563 milhões.

Saúde e Educação não sofreram cortes no Orçamento

Os ministérios da Saúde, da Educação, do Desenvolvimento Social e o de Ciência, Tecnologia e Inovação não sofreram cortes no Orçamento para 2014. As quatro áreas tiveram os recursos integralmente preservados por serem consideradas prioritárias pelo governo. Os cortes no Orçamento Geral da União de 2014 foram anunciados hoje (20) pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento.

O Orçamento de 2014 previsto para o Ministério da Saúde é pouco mais de R$ 82,5 bilhões, para o da Educação, R$ 42,2 bilhões, o de Desenvolvimento Social, R$ 31,7 bilhões e para o de Ciência, Tecnologia e Inovação é R$ 6,8 bilhões. Os valores previstos para cada uma das quatro pastas são superiores aos valores que foram empenhados em 2013.

"Os instrumentos que utilizamos são a contenção das despesas de custeio, a ampliação dos investimentos e a manutenção dos programas sociais", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O corte no Orçamento Geral da União de 2014 anunciado hoje (20) pelo governo alcançará R$ 44 bilhões. Desse total, R$ 13,5 bilhões são despesas obrigatórias e R$ 30,5 bilhões correspondem a despesas discricionárias.

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