Corte de horas extras preservou vagas, mas derrubou a renda dos trabalhadores
A quantidade de empregados brasileiros que trabalham 49 horas ou mais por semana, com jornadas diárias médias de 10 horas, atingiu o menor nível em quatro anos, em mais um reflexo da deterioração do mercado de trabalho, que provocou a redução de horas extras nas empresas; embora tenha preservado empregos, a situação derrubou a renda e o potencial de consumo dos trabalhadores
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247 - A quantidade de empregados brasileiros que trabalham 49 horas ou mais por semana, com jornadas diárias médias de 10 horas, atingiu o menor nível em quatro anos. Mais um reflexo da deterioração do mercado de trabalho, que provocou a redução de horas extras nas empresas. Embora tenha preservado empregos, a situação derrubou a renda dos trabalhadores, diz reportagem da Folha S.Paulo.
"Segundo especialistas ouvidos pela Folha, muitos empregadores têm recorrido a esse expediente para evitar ainda mais demissões. Embora ajude a preservar empregos, o corte das horas extras reduz a renda dos trabalhadores e seu potencial de consumo.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ao fim do segundo trimestre deste ano, a parcela de pessoas que trabalhavam 49 ou mais horas por semana esteve restrita a 10,9%. No primeiro trimestre de 2012, início da série histórica das estatísticas do instituto, esse grupo representava 16,9%.
Queda semelhante ocorreu com a parcela dos que trabalham entre 45 e 48 horas semanais –recuo de 5,9 pontos percentuais para 11,8% no segundo trimestre deste ano.
Em 2012, a economia ainda vivia momentos de bonança e a demanda aquecida permitia que as empresas tivessem grande contingente de funcionários complementando a rotina com horas extras.
"O empregador negocia redução da carga horária em resposta a uma demanda que não está aquecida", afirmou Bruno Alfano, da FGV (Fundação Getúlio Vargas)."
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