Corte de empregos com Temer e Meirelles foi o maior da história

A população ocupada no período entre julho e setembro deste ano apresentou recuo de 2,4% sobre o ano anterior, ou 2,255 milhões de pessoas a menos, número recorde segundo o IBGE; "A queda recorde da ocupação é um sinal negativo. Agora é perda efetiva de pessoas que estavam trabalhando e isso é um reflexo dessa crise", disse o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo; congelamento do mercado de trabalho é reflexo da recessão Temer-Meirelles

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente interino Michel Temer durante reunião com líderes da Câmara e do Senado, no Palácio do Planalto. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente interino Michel Temer durante reunião com líderes da Câmara e do Senado, no Palácio do Planalto. (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego brasileira se estabilizou no terceiro trimestre em relação aos três meses até agosto, mas a população ocupada registrou queda recorde sobre 2015, num reflexo da dificuldade da economia em dar uma reviravolta em meio à forte recessão.

A taxa apurada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua permaneceu em 11,8 por cento nos três meses até setembro após três altas seguidas, nível mais alto do levantamento iniciado em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de 11,9 por cento.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, entretanto, a leitura destaca com força a deterioração do mercado de trabalho, uma vez que em 2015 a taxa era de 8,9 por cento.

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A população ocupada no período entre julho e setembro deste ano apresentou recuo de 2,4 por cento sobre o ano anterior, ou 2,255 milhões de pessoas a menos, número recorde segundo o IBGE.

"A queda recorde da ocupação é um sinal negativo. Agora é perda efetiva de pessoas que estavam trabalhando e isso é um reflexo dessa crise", disse o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo. "Não temos de forma alguma nenhum sinal de redução da desocupação e a pressão continua muito forte".

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Já o número de desempregados que vêm enfrentando a recessão econômica atingiu 12,022 milhões no terceiro trimestre, o que representa aumento de 33,9 por cento em relação ao mesmo período de 2015, ou 3,043 milhões de pessoas a mais. Nos três meses até agosto, eram 12,024 milhões de pessoas sem emprego.

"Ao olhar a queda na ocupação e na carteira assinada, além do aumento da desocupação, o cenário é complicado e muito desfavorável por estarmos no terceiro trimestre e pela série histórica", disse Azeredo, destacando a queda de 3,7 por cento no número de pessoas com carteira assinada no setor privado ante o ano passado.

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"O mercado costumava apresentar algum fôlego (nesse período) para atender às vendas de fim de ano", completou.

Os dados mostram ainda que a renda média do trabalhador caiu 2,1 por cento sobre o mesmo período de 2015, para 2.015 reais.

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Em setembro, o Brasil fechou 39.282 vagas formais de emprego segundo o Ministério do Trabalho, muito pior que o esperado e afetado pelo mau desempenho nos setores de construção civil e serviços.

O mercado de trabalho só deve dar os sinais iniciais de melhora após o primeiro trimestre do ano que vem, com o aquecimento esperado para a atividade econômica. Mas enquanto isso não se concretiza, a tendência é de piora do quadro de emprego, segundo analistas.

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