Correios vivem uma guerra silenciosa entre general e o kassabismo

Os Correios travam internamente uma batalha política pelo comando da estatal, protagonizada pelo atual presidente, o general Juarez Aparecido da Paula Cunha, e aliados do ex-ministro Gilberto Kassab, que indicou Cunha para o cargo; "Em conversas recentes com alguns interlocutores, Cunha mostrou estar desconfiado de que apadrinhados do PSD nos Correios tentam derrubá-lo. Quatro, para ser mais específico", diz o jornalista André Barrocal

Correios vivem uma guerra silenciosa entre general e o kassabismo
Correios vivem uma guerra silenciosa entre general e o kassabismo (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Folh)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - Os Correios travam internamente uma batalha política pelo comando da estatal, protagonizada pelo atual presidente, o general Juarez Aparecido da Paula Cunha, e aliados do ex-ministro Gilberto Kassab. 

O jornalista André Barrocal, da Carta Capital, lembra que o general primeiro entrou no Conselho de Administração dos Correios em junho de 2018, "devido provavelmente ao tino eleitoral de Kassab", a vislumbrar a chance de Jair Bolsonaro vencer a eleição. Em novembro, selado o triunfo do ex-capitão nas urnas, Kassab, que era ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, fez de Cunha presidente da estatal.

"Agora o 'ex-secretário de Dória sem nunca ter sido' e seu PSD começam a perder a paciência com o general. Em conversas recentes com alguns interlocutores, Cunha mostrou estar desconfiado de que apadrinhados do PSD nos Correios tentam derrubá-lo. Quatro, para ser mais específico", diz o jornalista. 

continua após o anúncio

"O motivo da silenciosa guerra interna não é apenas filosófica. O general é nacionalista, defende que os Correios continuem sendo uma estatal, enquanto seu antecessor, Guilherme Campos, fiel aliado de Kassab, tinha preparado o terreno para a privatizar a empresa. Não. A divergência é mais picante. O general quer mexer no aparelhamento do PSD nos Correios. Tenta duas tacadas. Uma é uma reestruturação interna que jogou para um colega de farda, o coronel Artur Solon, chefe da área de compliance da estatal, o controle das nomeações regionais na empresa", completa. 

Leia a reportagem na íntegra na Carta Capital

continua após o anúncio
continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247