Contribuinte x consumidor
Plebiscito ou não, o que importa é a representatividade, e essa já se esvaiu há muito tempo, pois que os partidos políticos são um arremedo de governabilidade e, o voto obrigatório, um equívoco descomunal
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A famigerada Constituição cidadã, que completará, em outubro, 25 anos de vigência, foi mais uma ilusão do que propriamente realidade.
Ela tentou servir de mote para uma construção em torno de direitos e garantias individuais, a partir do quinto artigo, contudo o tempo decorrido demonstrou, com precisão, que não é o tamanho da carta política e sim da vontade política determinante que classifica uma Nação desenvolvida.
Plebiscito ou não, o que importa é a representatividade, e essa já se esvaiu há muito tempo, pois que os partidos políticos são um arremedo de governabilidade e, o voto obrigatório, um equívoco descomunal.
Ditada essa situação, o grito que ressoa incalável e perturbador leva em consideração duas vertentes, do contribuinte e aquela em relação ao consumidor.
O modelo tributário esmaga o cidadão comum e o leva à circunstância de trabalhar quase meio ano para arrecadar e destinar seu dinheiro para as burras do governo, e todo o modelo tributário está arcaico, defasado, notadamente dos impostos diretos e indiretos, além de uma carga tributária impagável de quase 35% do produto interno bruto.
Ao lado disso, com o surgimento de uma nova classe por intermédio do consumo facilitado, engradeceu-se a figura do consumidor e a disputa, nada mais nada menos, é pela manutenção do poder aquisitivo e contra a corrosão salarial.
Nesta vertente, as elites precisam despertar do berço esplendido e saber que a injustiça é um forte fator de desagregação, não adianta a concessão de migalhas ou favores, se não for legitimada por meio de instrumentos perenes.
Representa, pois, a atual Constituição um engodo à cidadania e ao próprio motor da democracia, ao permitir uma colcha de retalhos partidária e consagrar cláusulas pétreas jamais obedecidas, basta lembrar da limitação da taxa de juros à 12% ano, nunca regulamentada e superada na conjuntura atual.
E se a carta política assegurava ao cidadão saúde como dever do Estado e outras garantias, o que vimos é uma transformação completa dessa premissa.
O que observamos são deveres em relação ao cidadão e direitos do Estado, o qual jamais se posiciona ou ocupa seu espaço para melhorar e incrementar estradas, prédios públicos, transportes, saúde e, fundamentalmente, a educação.
O que se arrecada é vultoso, mas, ao que tudo indica, uma insignificante parcela se destina aos serviços essenciais e agora, com a opção da privatização ou parcerias público-privadas, nada melhorou.
Vejam que, embora o cidadão a tudo pague e de forma inflacionária, o plano de saúde não funciona, são milhares de ações na Justiça, o Estado não somente está carente de recursos, mas não assume medicamentos mais caros, os transportes foram, por séculos, baseados no modelo falido do ônibus e trens vagarosos de bitola estreita, os hospitais públicos, a grande maioria, são invisitáveis.
Bem nessa configuração, um novo Brasil está sendo desenhado pelo grito de tantos, foram mais de 350 cidades que marcharam em prol de um País mais justo, honesto e que se comprometa com uma sociedade que anseia por renovações.
A segurança pública é um outro fator medíocre, se pegarmos os índices de morte, latrocínio e tantos outros, veremos que, no Brasil, o Estado é mais violento do que em Países que frequentemente vivenciam guerras, e isso é inaceitável.
O estopim da Copa do Mundo, mediante a construção de luxuosos estádios, foi apenas a gota final para que houvesse um levante e a rebeldia se tornasse concreta.
O peso do Estado precisa ser revisto, a agressão ao bolso do consumidor igualmente, a reforma constitucional é fundamental e, inadiavelmente, termos apenas 5 ou 6 partidos políticos, pondo um basta aos repasses públicos para as classes políticas.
A Constituição cidadã, ao se aproximar dos seus 25 anos de vigência, sem dúvida, envelheceu, tornou o Estado ingovernável, o cidadão de segunda classe e, diante de tanta cizânia, o melhor que os políticos têm a fazer é acordar para um novo Brasil, no qual a sociedade existe e a cidadania é inflexível com erros, gastos públicos e faz incidir tolerância zero para corrupção.
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