Consumo deve voltar em 2020 ao nível pré-golpe

O Boletim Macro do Ibre/FGV estima uma expansão do consumo de quase 2% neste ano e acima desse patamar em 2020. Queda de juros beneficia setores mais dependentes do crédito. Setores mais dependentes da renda têm demorado mais a se recuperar

(Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)


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247 - A economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Ibre/FGV, estima uma expansão do consumo de quase 2% neste ano e acima desse patamar em 2020, com esse componente voltando aos níveis verificados no último trimestre de 2014, antes do golpe contra Dilma Rousseff em 2016. O consumo é responsável por quase dois terços do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

“A gente vê o consumo das famílias acelerando fortemente. Tem liderado o crescimento da economia brasileira. O investimento está vindo, mas ainda cresce muito pouco diante das perdas [dos últimos anos]. É o consumo que está ditando essa recuperação”, afirma a economista. Seu relato foi publicado no jornal Folha de S.Paulo

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Atualmente, a taxa selic está em 5% ao ano. A queda de juros beneficia setores mais dependentes do crédito e a liberação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aumentará as vendas no varejo neste fim de ano. Os setores mais dependentes da renda têm demorado mais a se recuperar.

Segundo as estimativas do Ibre/FGV, comércio e outros serviços devem continuar a crescer em ritmo superior aos outros segmentos, e a indústria deve continuar no vermelho, 

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Esse cenário é o que o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) tem chamado de “um crescimento sem indústria”.

“Quem está mostrando consistência, repetição de desempenhos positivos desde o início do ano, é o comércio, principalmente alavancado pela fração que depende do crédito, os duráveis e também semiduráveis”, diz o economista Rafael Cagnin, do Iedi.

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