Consumidor resiste a preços maiores
Vendas de empresas como Ambev e BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, fecharam o trimestre em queda; os preços de itens não duráveis ficaram 4% acima do nível de preços geral da economia em janeiro e a inflação do setor ficou 1,1 ponto percentual acima do IPCA no período
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247 – A inflação já ameaça o desempenho das vendas de empresas de bens de consumo. É o que apontam os balanços financeiros do primeiro trimestre.
De acordo com cálculos da Tendências, os preços de itens não duráveis ficaram 4% acima do nível de preços geral da economia em janeiro e a inflação do setor ficou 1,1 ponto percentual acima do IPCA no período. Em fevereiro, o preços de alimentos, bebidas e itens de supermercado subiram 0,7 ponto percentual mais que a inflação média do mês.
As vendas de cerveja da Ambev caíram 8,2%. O presidente João Castro Neves citou a inflação de alimentos como uma das responsáveis pela queda nos volumes, ao lado do Carnaval antecipado, do clima ruim e do crescimento menor da renda do brasileiro.
No caso da fabricante de alimentos BRF - dona das marcas Sadia e Perdigão -, o aumento de 4,2% nas receitas no mercado interno foi garantido apenas pelo avanço dos preços, que subiram em média 12,6%. O José Antônio do Prado Fay, se disse preocupado com o cenário: "Existe sensibilidade do consumidor na questão dos preços".
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