Construção perde 514 mil empregos em um ano

Segundo dados do SindusCon-SP, no mês de novembro de 2015 segmento fechou 61 mil vagas e caiu do patamar dos três milhões de postos de trabalho; setor encerrou período com 2,9 milhões de trabalhadores formais, retornando ao nível registrado em agosto de 2010; em 12 meses foram cortadas 514 mil vagas; por segmento de atividade, preparação de terreno teve a maior retração (3,63%), seguido de infraestrutura (3,01%) e segmento imobiliário (2,04%)

Segundo dados do SindusCon-SP, no mês de novembro de 2015 segmento fechou 61 mil vagas e caiu do patamar dos três milhões de postos de trabalho; setor encerrou período com 2,9 milhões de trabalhadores formais, retornando ao nível registrado em agosto de 2010; em 12 meses foram cortadas 514 mil vagas; por segmento de atividade, preparação de terreno teve a maior retração (3,63%), seguido de infraestrutura (3,01%) e segmento imobiliário (2,04%)
Segundo dados do SindusCon-SP, no mês de novembro de 2015 segmento fechou 61 mil vagas e caiu do patamar dos três milhões de postos de trabalho; setor encerrou período com 2,9 milhões de trabalhadores formais, retornando ao nível registrado em agosto de 2010; em 12 meses foram cortadas 514 mil vagas; por segmento de atividade, preparação de terreno teve a maior retração (3,63%), seguido de infraestrutura (3,01%) e segmento imobiliário (2,04%) (Foto: Realle Palazzo-Martini)


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247 - A construção civil brasileira perdeu em novembro o patamar de 3 milhões de postos de trabalho, segundo pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego. O setor encerrou o mês de novembro com 2,9 milhões de trabalhadores formais, retornando ao nível registrado em agosto de 2010. Em 12 meses foram cortadas 514 mil vagas.

Em relação ao mês anterior, a pesquisa indica queda de 2% no nível de emprego, com o fechamento de 61,3 mil postos de trabalho, considerando os fatores sazonais. Desconsiderando efeitos sazonais, o número de vagas fechadas em novembro foi de 23,2 mil.

Para o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, a forte queda no nível de emprego da construção em novembro reflete tanto a persistência da retração dos investimentos como o fenômeno sazonal de mais demissões que contratações, que acontece nos dois últimos meses de cada ano, quando o ritmo das obras diminui. "Sem novos projetos para execução imediata e desprovidas de um horizonte para a retomada da confiança, as empresas da construção continuaram demitindo", comenta.

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Por segmento, preparação de terreno teve a maior retração (3,63%) em novembro em comparação a outubro, seguido de infraestrutura (3,01%) e pelo segmento imobiliário (2,04%). No acumulado do ano, contra o mesmo período do ano anterior, o segmento de infraestrutura apresentou a maior queda (14,46%), seguido pelo segmento imobiliário (13%).

A deterioração do mercado de trabalho afeta todas as regiões do Brasil, sendo que os piores resultados foram observados no Norte (- 5,13%), e no Centro-Oeste (-2,57%).

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O emprego caiu 1,62% em novembro em relação a outubro, considerando efeitos sazonais, com o corte de 12,8 mil vagas. Desconsiderando a sazonalidade, a queda no período foi de 0,71% (-5,5 mil vagas).

No acumulado ano, a redução do número de empregados no estado foi de 7,77% em relação ao mesmo período de 2014, sendo que o segmento imobiliário respondeu pelo pior desempenho (-10,07%). O estoque de trabalhadores caiu para 776,4 mil.

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Em 12 meses, entre as regionais, Presidente Prudente apresentou a maior queda, de 23,93%. Na capital, que responde por 46% do total de empregos no setor, a retração no mesmo comparativo foi de 11,73%. (Com informações do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo –SindusCon-SP)

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