Construção civil amarga retração de 6% em 2017

Dados da Câmara da Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), divulgados nesta segunda-feira, 11, mostram que o setor de construção civil encolheu pelo quarto ano seguido em 2017, com crescimento negativo de 6%; segundo o presidente da CBIC, José Carlos Martins, um dos principais motivos da retração foi a queda do aporte de investimentos públicos; dirigente citou também a demora na contratação dos empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida. Segundo Martins, das 20.000 unidades autorizadas em junho, só foram contratadas 1.000 até agora

construção civil
construção civil (Foto: Aquiles Lins)


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247 - Dados da Câmara da Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), divulgados nesta segunda-feira, 11, mostram que o setor de construção civil encolheu pelo quarto ano seguido em 2017, com crescimento negativo de 6%.

Segundo o presidente da CBIC, José Carlos Martins, um dos principais motivos da retração foi a queda do aporte de investimentos públicos. Um dos principais pontos é destravar o crédito na Caixa, hoje bloqueado pela necessidade de capitalização para enquadrar-se nas regras prudenciais da Basileia. Segundo Martins, o compromisso do Senado é avaliar a questão esta semana.

O dirigente citou também a demora na contratação dos empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida. Segundo Martins, das 20.000 unidades autorizadas em junho, só foram contratadas 1.000 até agora. Na semana passada, ele reuniu-se com Michel Temer e sugeriu que, nas seleções dos empreendimentos para o programa, sejam priorizados os projetos que já estão prontos.

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Outra medida aguardada pelo setor é a regulamentação do programa de concessões em rodovias para fazer manutenção, as chamadas "concessões light". Por exigir menos investimentos, elas permitem o acesso de construtoras de menor porte. Os gastos anuais do governo para conservação de suas rodovias é de R$ 4,8 bilhões. Se o programa for adiante, permitirá contratar obras no País inteiro. Sobre esse ponto, a promessa do governo é divulgar a MP em fevereiro.

As informações são Broadcast Político

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