Confiança do consumidor sobe em março, diz FGV

Dados da Fundação Getulio Vargas apontam que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 3,5 pontos em março e chegou a 85,3 pontos, nível mais alto desde os 86,4 pontos registrados em dezembro de 2014; alta de março foi a terceira consecutiva e marca o nível mais alto em pouco mais de dois anos

 Consumidores negociam em Brasília produtos da linha branca. O IPI reduzido termina neste fim de semana
Consumidores negociam em Brasília produtos da linha branca. O IPI reduzido termina neste fim de semana (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - A confiança do consumidor brasileiro subiu em março pelo terceiro mês consecutivo, para o nível mais alto em pouco mais de dois anos, com forte melhora das expectativas e perspectiva de avanços na avaliação sobre o quadro econômico atual.

Segundo dados da Fundação Getulio Vargas divulgados nesta segunda-feira, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 3,5 pontos em março e chegou a 85,3 pontos, nível mais alto desde os 86,4 pontos registrados em dezembro de 2014.

Embora a alta neste mês tenha se dado principalmente pela melhora das expectativas, a coordenadora da pesquisa, Viviane Seda Bittencourt, destacou que notícias favoráveis à economia podem promover uma alta mais forte sobre a situação atual nos próximos meses.

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"(...) a desaceleração da inflação, a queda dos juros e a liberação de recursos de contas inativas do FGTS podem levar a uma alta mais consistente das variáveis que medem a situação corrente dos consumidores ao longo dos próximos meses", destacou ela.

Segundo a FGV, em março o Índice de Expectativas (IE) teve alta de 5,1 pontos, atingindo 95,7 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2014. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 1,2 ponto, alcançando 71,5 pontos, melhor marca desde agosto de 2015.

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A principal influência para o resultado do ICC, segundo a FGV, foi o indicador de perspectivas sobre as finanças familiares, com alta de 5,8 pontos, para 94,3 pontos --melhor leitura desde outubro de 2014 (96,4 pontos).

"Este otimismo parece refletir a expectativa de aceleração do processo de desalavancagem das famílias, sob a influência de inflação e juros mais baixos e entrada de recursos anteriormente não previstos do FGTS", apontou a FGV em nota.

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A confiança de consumidores e empresários vem apresentando recorrente melhora, em meio à queda da inflação e recuo dos juros no país depois de dois anos de recessão.

(Por Thaís Freitas)

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