Com Temer, incerteza da economia vai ao pior nível desde 2017

Indicador de Incerteza da Economia, medido pela FGV, subiu 10,1 pontos de maio para junho deste ano, atingindo 125,1 pontos em uma escala de zero a 200; esse é o maior nível desde janeiro de 2017 (125,4 pontos); com o resultado, o indicador manteve-se na região de incerteza elevada (acima de 110 pontos) pelo quarto mês consecutivo

Presidente Michel Temer durante pronunciamento em Brasília 27/05/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Michel Temer durante pronunciamento em Brasília 27/05/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Paulo Emílio)


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Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - O Indicador de Incerteza da Economia, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 10,1 pontos de maio para junho deste ano, atingindo 125,1 pontos em uma escala de zero a 200. Esse é o maior nível desde janeiro de 2017 (125,4 pontos). Com o resultado, o indicador manteve-se na região de incerteza elevada (acima de 110 pontos) pelo quarto mês consecutivo.

De acordo com a FGV, a greve dos caminhoneiros gerou pressão inflacionária, aumento da volatilidade no mercado de ações, queda do então presidente da Petrobras, Pedro Parente, e "colocou em cheque a recuperação da economia".

A alta foi percebida em seus três componentes, com destaque para a expectativa, calculado a partir das previsões dos analistas econômicos para taxa de câmbio e inflação oficial, que subiu 21,5 pontos.

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O componente de mercado, baseado na volatilidade do mercado acionário, cresceu 10,3 pontos. Já o componente mídia, medido com base na frequência de notícias com menção à incerteza que saem na imprensa, subiu 4 pontos.

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