Com Temer, importação de etanol cresce 403% no primeiro trimestre

Apesar de o Brasil ser o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, com Michel Temer, o Brasil passou a importar grandes quantidades de etanol;  “Foi uma elevação de 403% nos primeiros três meses do ano”, disse diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Aurélio Amaral; na visão do diretor, o aumento chama atenção, mas, ele ponderou, que, por questões tributárias, que influenciam a formação do preço no mercado, e de infraestrutura, o Brasil virou um país importador de derivados

Com Temer, importação de etanol cresce 403% no primeiro trimestre
Com Temer, importação de etanol cresce 403% no primeiro trimestre (Foto: Divulgação)


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Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência do Brasil

O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Aurélio Amaral, disse que para um país produtor de cana e maior produtor de açúcar do mundo, o Brasil importou muito etanol no primeiro trimestre. “Foi uma elevação de 403% nos primeiros três meses do ano”, disse Amaral. Na visão do diretor, o aumento chama atenção, mas, ele ponderou, que, por questões tributárias, que influenciam a formação do preço no mercado, e de infraestrutura, o Brasil virou um país importador de derivados.

“Estamos importando muita gasolina também em uma quantidade muito grande, quase 70% de aumento, porque o nosso parque de refino não dá conta. Temos grandes desafios de infraestrutura para resolver. É isso que a ANP vem trabalhando de forma a subsidiar, com estes estudos, o governo para que a gente possa formular política para ir buscar superar este gap [lacuna]”, disse após participar da apresentação dos dados do mercado de combustíveis no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), no centro do Rio.

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Amaral disse que os dados do segundo trimestre ainda não estão fechados, mas a tendência é de queda no patamar registrado entre janeiro e março. “A gente ainda não tem esse número [segundo trimestre]. Esse é um número do nosso boletim do primeiro trimestre, agora, como entrou a safra, houve um aumento da safra, entrou a produção e o etanol voltou a ser competitivo, a tendência desse número é reduzir um pouco em função do próprio início da safra e da produção do Centro-Sul, que entra forte agora neste período”, disse.

Libra

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O diretor disse que ainda não é possível prever quando será concluído o processo de análise do órgão para o pedido de waiver, uma permissão para descumprimento das metas de conteúdo local, para a plataforma do tipo FPSO da área de Libra. “É uma análise muito complexa, depende muito de informações, mas é uma coisa que a gente deve definir pelos próximos dias”, disse, acrescentando que falta concluir as análises técnicas.

“Para se ter uma ideia do volume, são calhamaços e calhamaços de documentos. Se pega uma plataforma. A quantidade de itens que tem que avaliar, então, é uma análise muito complexa. A equipe está debruçada sobre isso e a gente espera concluir o mais rápido possível e que possa pacificar esta questão”.

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Demanda

Sobre o aumento de demanda para o consumo de derivados, o diretor apontou que as previsões iniciais da ANP sempre estão associadas à evolução do Produto Interno Bruto (PIB). No início do ano a estimativa era de que o mercado manteria a tendência de ficar “mais ou menos estável” perto de zero. No ano passado houve uma queda geral em torno de 5%.

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O presidente destacou que se o PIB crescer, em alguns combustíveis, como no caso da gasolina, pode haver um aumento. “Só a reação do PIB, principalmente no diesel, é que injeta energia para crescimento de consumo de combustíveis, está muito associado. Por ora, a gente mantém uma tendência de estabilidade, até porque a economia está patinando ainda, ela está tendo altos e baixos. Por ora, a gente ainda vê com viés de alta, mas os números são checado s mês a mês”, disse.

Amaral disse que a crise política não influencia a demanda. “Isso não está dentro do nosso dia a dia. Só economia, PIB, crescimento do PIB e de demanda”, disse.

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Mesma demanda

O diretor da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Mauro Coelho, que participou do mesmo encontro, disse que o órgão espera para 2017 o nível de demanda de etanol e de gasolina semelhante ao nível de 2016. “A gente não vê uma mudança estrutural para 2017. Não dá tempo para mudar a indústria de etanol durante um ano”.

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Para o diretor, como não há previsão de crescimento na demanda da gasolina, a EPE não estima grande importação do produto para este ano e nem para 2018. “Essa preocupação que se tinha de que o Brasil estava importando muito gasolina, a gente não tem”, disse.

Segundo Coelho, este cenário de demanda menor, tem relação ainda com o ritmo mais baixo de licenciamento de veículos leves, afetado pelo endividamento das famílias e falta de crédito, que no futuro deve ser alterado para melhor.

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“Ninguém quer entrar em financiamento porque não sabe se amanhã vai estar empregado. Tem todas essas preocupações que ainda não foram vencidas, mas quando a gente olha o cenário macroeconômico, de mais longo prazo, acha que vai ser vencido aos pouquinhos e isso vai retomar”, disse, completando, que a retomada nos licenciamentos ainda está longe. “Em relação ao licenciamento de veículos leves a gente acha que o patamar de 3,6 milhões em 2012 só vai voltar a ser visto no Brasil lá para 2024 a 2025. É um mercado que vai andar mais devagar”.

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