Com Temer, FMI volta a dar pitaco na economia
Sob o governo entreguista de Michel Temer, que já entregou de bandeja o pré-sal para empresas estrangeiras, o FMI (Fundo Monetário Internacional) voltou a dar pitacos sobre a situação do País; o FMI criticou a atual relação entre o Banco Central e o Tesouro; em documento sobre a transparência fiscal do Brasil, divulgado quarta-feira, o FMI questiona a forma utilizada para transferir os lucros e prejuízos registrados pelo BC para o Tesouro e diz que a contabilidade atual dessas operações "torna difícil avaliar a posição fiscal e a dinâmica da dívida do governo central"
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247 - O Fundo Monetário Internacional (FMI), sob o governo de Michel Temer, voltou a dar pitacos sobre a economia brasileira.
Em documento sobre a transparência fiscal do Brasil, divulgado quarta-feira, o FMI questiona a forma utilizada para transferir os lucros e prejuízos registrados pelo BC para o Tesouro e diz que a contabilidade atual dessas operações "torna difícil avaliar a posição fiscal e a dinâmica da dívida do governo central".
As informações são de reportagem do Valor.
"As críticas estão sendo apresentadas no momento em que o governo concluiu uma proposta de mudança do relacionamento entre BC e Tesouro. O governo ainda não decidiu se encaminhará a proposta na forma de projeto de lei ou de medida provisória.
Os pontos destacados pelo FMI são quase os mesmos que alguns dos principais economistas brasileiros - entre eles o presidente do BC, Ilan Goldfajn - levantaram no ano passado: a transferência para o Tesouro de prejuízos ou ganhos voláteis não realizados - decorrentes da simples reavaliação das reservas internacionais por causa das flutuações cambiais - e a assimetria entre os instrumentos utilizados para compensar as perdas e repassar os ganhos. Os prejuízos do BC em suas operações são cobertos pelo Tesouro com a emissão de títulos, ao passo que os lucros são creditados pelo BC na conta única do Tesouro.
Com o grande acúmulo de reservas internacionais, os resultados do BC se tornaram mais voláteis, devido também às grandes variações cambiais dos últimos tempos. O FMI nota que, desde 2010, os lucros corresponderam, em média, a 1,5% do PIB ao ano, 'com grande parte formada por ganhos voláteis não realizados da reavaliação de ativos, em moeda estrangeira'."
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