Com Temer e Meirelles, emprego se precariza

Entre o primeiro e o segundo trimestres de 2016, foram cortadas 226 mil vagas com carteira assinada e 259 mil pessoas deixaram de trabalhar por conta própria; do lado informal, porém, houve uma expansão de 668 mil postos no período; aumento da informalidade pressiona as contas públicas, uma vez que impostos e contribuições previdenciárias deixam de ser recolhidos

Brasília - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante reunião com líderes da Câmara e do Senado, no Palácio do Planalto. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante reunião com líderes da Câmara e do Senado, no Palácio do Planalto. (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – Uma reportagem da jornalista Fernanda Ferrin aponta a precarização do mercado de trabalho, já na gestão de Henrique Meirelles na Fazenda. Além das demissões cada vez maiores, os empregos criados estão ocorrendo na informalidade.

"Levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que, entre o primeiro e o segundo trimestres de 2016, foram cortadas 226 mil vagas com carteira assinada e 259 mil pessoas deixaram de trabalhar por conta própria. Do lado informal, porém, houve uma expansão de 668 mil postos no período", diz a reportagem. 

"O aumento da informalidade também prejudica as receitas do governo, porque o desemprego e a migração dos trabalhadores para vagas sem carteira assinada reduz as contribuições à Previdência", informa a jornalista.

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