Com Parente, Petrobras reduz perfuração de petróleo ao mínimo

Nos primeiros seis meses deste ano, o volume de investimentos da Petrobras em exploração de petróleo foi o mais baixo dos últimos 60 anos; prioridade do presidente interino da companhia, Pedro Parente, tem sido a preparação da venda de ativos, como a BR Distribuidora e o campo de Carcará, no pré-sal, para fazer caixa

Operário checa amostra de petróleo na plataforma Cidade Angra dos Reis, no campo de Lula, a cerca de 300 km da costa do Rio de Janeiro. A Petrobras vai aumentar a produção neste ano com a operação de projetos atrasados e a entrada de plataformas previstas
Operário checa amostra de petróleo na plataforma Cidade Angra dos Reis, no campo de Lula, a cerca de 300 km da costa do Rio de Janeiro. A Petrobras vai aumentar a produção neste ano com a operação de projetos atrasados e a entrada de plataformas previstas (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – Sob o comando interino de Pedro Parente, a Petrobras praticamente paralisou seus investimentos em exploração de petróleo.

É o que aponta reportagem de André Ramalho, no Valor. "Apenas três poços, todos restritos à área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, estão sendo perfurados pela Petrobras no mar brasileiro, neste momento. Este é o retrato atual das atividades exploratórias do país. Impactado pelos cortes de investimentos da estatal e das demais petroleiras que operam no país, em meio ao cenário de intensificação da queda do barril, o setor de exploração praticamente parou este ano, depois de um já difícil 2015, e atingiu no primeiro semestre seus níveis mais baixos dos últimos 60 anos", diz ele.

A prioridade do presidente interino da companhia, Pedro Parente, tem sido a preparação da venda de ativos, como a BR Distribuidora e o campo de Carcará, no pré-sal, para fazer caixa.

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"O contexto não mudou muito desde 2015. A Petrobras continua controlando seus investimentos, priorizando projetos com retorno de curto prazo. Quanto às demais petroleiras, o tamanho da área exploratória concedida no Brasil está baixo [em função do intervalo de cinco anos sem leilões, entre 2008 e 2013] e há a questão dos preços em queda. As empresas têm visões de longo prazo, mas acabam postergando projetos devido a restrições de caixa", avalia o diretor-executivo da Accenture Strategy Upstream, Matheus Nogueira.

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