Com Meirelles, Temer define rumo da economia
Em encontro com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), começou a definir nesta segunda-feira 2 as linhas gerais da área econômica do possível governo dele; também estiveram na reunião o ex-ministro da Aviação Civil Eliseu Padilha, o deputado e ex-ministro do governo Lula Geddel Vieira Lima e o senador Romero Jucá; questionado sobre as medidas anunciadas pelo governo Dilma no 1º de Maio, Padilha afirmou que elas são "absolutamente impossíveis"; para Jucá, o governo está agindo para desequilibrar o orçamento
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Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil
Em encontro com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), começou a definir hoje (2) as linhas gerais da área econômica do possível governo dele, caso o Senado aceite a admissibilidade do pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.
Ex-ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha confirmou que a reunião com Meirelles servirá para discutir as diretrizes econômicas do futuro governo. "Temos que saber que rumo vamos dar ao país. Então, temos que começar a pensar", disse.
"Se o Senado confirmar o afastamento, não haverá tempo para pensar depois", disse Padilha, um dos principais articuladores de Temer.
Perguntado sobre as medidas de aumento de gastos anunciadas ontem (1º) pela presidenta Dilma, Padilha afirmou que elas são "absolutamente impossíveis".
O senador Romero Jucá, cotado para chefiar o Ministério do Planejamento na gestão Temer, participou do encontro, além do deputado e ex-ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Geddel Vieira Lima, que também pode assumir um ministério em uma eventual gestão Temer.
Para Jucá, governo age para desequilibrar Orçamento com medidas de 1º de maio
Cotado para assumir o Ministério do Planejamento em um futuro governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB), o senador e presidente em exercício do PMDB, Romero Jucá (RR), criticou hoje (2) as medidas com aumento de gastos anunciadas ontem (1º) pela presidenta Dilma Rousseff. Para Jucá, o governo "perdeu parâmetro de qualquer conta" e está agindo para desequilibrar o Orçamento.
"Qualquer aumento de despesa no momento em que o governo apresenta um astronômico déficit fiscal é algo que deveria ser pensado dez vezes antes de ser feito. Lamentavelmente, o governo perdeu o parâmetro de qualquer conta e está executando despesas em uma tentativa de desequilibrar mais ainda o Orçamento Público. Essa não é melhor forma de agir, mas vamos analisar todos os dados no momento adequado", disse Jucá ao chegar ao Palácio do Jaburu, onde participará de uma reunião com Temer.
Para o peemedebista, se as medidas anunciadas pelo governo foram tomada por "vingança", os maiores prejudicados serão os brasileiros. "[A preocupação] é ampliar ainda mais o desequilíbrio da economia do país e com isso prejudicar as pessoas. O Orçamento é deficitário quando os dados macroeconômicos são negativos e isso impacta no aumento do desemprego, da situação de dificuldade das famílias. Qualquer ação de vingança não estará sendo feita em cima de políticos. O resultado negativo da economia impacta a vida de brasileiros e brasileiras, que todos os dias perdem emprego".
Presidente em exercício do PMDB, Jucá não comentou o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que o Supremo Tribunal Federal investigue a participação dele em esquema de corrupção delatado pelo senador Delcídio do Amaral (sem partido-MT).
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