Com arrecadação no fundo do poço, Temer terá que cortar R$ 4,7 bilhões

Com a entrada em vigor da PEC 55, conhecida como PEC do teto dos gastos, a equipe econômica do governo Temer irá cortar em R$ 4,7 bilhões o Orçamento Geral da União em 2017, pouco tempo depois da notícia de que o governo registrou a pior arrecadação em seis anos; segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o ajuste é necessário porque a lei orçamentária deste ano tinha sido aprovada com um valor maior que o novo teto; fazem parte dos cortes emendas parlamentares não obrigatórias, revisão para baixo de gastos com a Previdência Social e diminuição das projeções com o funcionalismo público, entre outras áreas, que deverão afetar principalmente os investimentos sociais, segundo especialistas

Com a entrada em vigor da PEC 55, conhecida como PEC do teto dos gastos, a equipe econômica do governo Temer irá cortar em R$ 4,7 bilhões o Orçamento Geral da União em 2017, pouco tempo depois da notícia de que o governo registrou a pior arrecadação em seis anos; segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o ajuste é necessário porque a lei orçamentária deste ano tinha sido aprovada com um valor maior que o novo teto; fazem parte dos cortes emendas parlamentares não obrigatórias, revisão para baixo de gastos com a Previdência Social e diminuição das projeções com o funcionalismo público, entre outras áreas, que deverão afetar principalmente os investimentos sociais, segundo especialistas
Com a entrada em vigor da PEC 55, conhecida como PEC do teto dos gastos, a equipe econômica do governo Temer irá cortar em R$ 4,7 bilhões o Orçamento Geral da União em 2017, pouco tempo depois da notícia de que o governo registrou a pior arrecadação em seis anos; segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o ajuste é necessário porque a lei orçamentária deste ano tinha sido aprovada com um valor maior que o novo teto; fazem parte dos cortes emendas parlamentares não obrigatórias, revisão para baixo de gastos com a Previdência Social e diminuição das projeções com o funcionalismo público, entre outras áreas, que deverão afetar principalmente os investimentos sociais, segundo especialistas (Foto: Gisele Federicce)


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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

A entrada em vigor da emenda constitucional que institui um teto para os gastos públicos (PEC 55) fará a equipe econômica do governo cortar em R$ 4,7 bilhões o Orçamento Geral da União em 2017. Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o ajuste é necessário porque a lei orçamentária deste ano tinha sido aprovada com um valor maior que o novo teto.

Do total dos cortes, R$ 1,81 bilhão virá do corte linear em 20% das emendas parlamentares não obrigatórias (emendas coletivas e de bancada), R$ 1,8 bilhão virá da revisão para baixo das projeções de gastos com a Previdência Social e R$ 1,09 bilhão decorrerá da diminuição das projeções com o funcionalismo público. A portaria com os cortes será publicada amanhã (1º) no Diário Oficial da União.

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A lei orçamentária reservava R$ 1,307 trilhão nos gastos federais para este ano. No entanto, com o ajuste, os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública federal poderão gastar até R$ 1,302 trilhão este ano. O teto equivale às ordens bancárias emitidas em 2016 pelo Tesouro Nacional (excluídas algumas despesas como transferências obrigatórias para estados e municípios e gastos com eleições), mais uma correção de 7,2%.

De acordo com o ministro Oliveira, a diferença entre o valor aprovado no Orçamento e o teto de gastos ocorreu porque alteraram a PEC dos gastos. Originalmente, a equipe econômica havia proposto que o teto fosse calculado com base numa estimativa do valor executado no ano anterior. O Congresso, no entanto, alterou a emenda para incluir o valor efetivamente gasto no ano anterior.

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Além disso, ressaltou Dyogo Oliveira, o Orçamento foi aprovado na mesma semana que a emenda constitucional. "Como as duas peças tramitaram juntas, não deu tempo para o Congresso aprovar a dotação total para 2017 pelos mesmos critérios estabelecidos pela emenda", explicou o ministro.

Ele disse que esse corte em relação ao valor aprovado no Orçamento só ocorrerá no primeiro ano de vigência do teto de gastos. A partir de 2018, o limite será definido pelas ordens bancárias emitidas pelo governo no ano anterior mais a correção da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulada nos 12 meses terminados em junho do ano anterior.

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Previdência e funcionalismo

Em relação às despesas com pessoal, Oliveira explicou que o corte foi possível porque o governo revisou as projeções de gastos com o funcionalismo, levando em conta mudanças de carreiras e a perspectiva de entrada e de saída de servidores. Segundo ele, os reajustes já acertados com as categorias não foram afetados nem os concursos já autorizados até 2015, quando as novas seleções foram suspensas.

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No caso da Previdência Social, o ministro esclareceu que a projeção de gastos foi revisada para baixo porque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) somou 6,6% em 2016, contra a previsão de 7,5% que constava do Orçamento.

O ministro destacou ainda que os cortes anunciados hoje não têm relação com o contingenciamento (bloqueio de verbas) de despesas não obrigatórias a ser anunciado pelo governo no fim de março. Nos próximos dois meses, a equipe econômica reavaliará as estimativas para o crescimento da economia e para a inflação em 2017 e, com base no comportamento da arrecadação, definirá o montante a ser bloqueado.

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