CNI, que apoiou o golpe, cogita ir a Justiça contra governo Bolsonaro

Apoiadora do golpe de 2016, que abriu as portas para o caos institucional brasileiro, a Confederação Nacional da Indústria, comandada por Robson Andrade, agora terá que brigar na Justiça para manter benefícios do sistema S, contestados por Paulo Guedes

CNI, que apoiou o golpe, cogita ir a Justiça contra governo Bolsonaro
CNI, que apoiou o golpe, cogita ir a Justiça contra governo Bolsonaro (Foto: Miguel Ângelo/CNI)


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247 – O golpe de 2016 foi um péssimo negócio para a Confederação Nacional da Indústria. Isso porque o governo Jair Bolsonaro deu o primeiro passo para abrir o que chama de caixa-preta do Sistema S. Um decreto assinado pelo presidente obriga as entidades a detalhar gastos com salários e serviços prestados à sociedade.

"Pegas de surpresa, organizações do sistema reclamam da falta de diálogo. Três das nove entidades —Senai, Sesi e Sescoop— estudam questionar as normas na Justiça. Com o decreto de Bolsonaro publicado na sexta-feira (3), elas terão de obedecer às mesmas regras de transparência do setor público impostas pela LAI (Lei de Acesso à Informação). As regras entram em vigor em 90 dias. As entidades deverão apresentar, em seus sites, todas as informações antes mesmo de um pedido formal de esclarecimentos. Senai e Sesi, por meio da CNI (Confederação Nacional da Indústria), dizem que a medida é inconstitucional", informam os jornalistas William Castanho e Mariana Carneiro, em reportagem publicada na Folha.

"O decreto foi feito por orientação dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Wagner de Campos Rosário (Controladoria-Geral da União). Auxiliares do presidente dizem acreditar que a abertura dos dados poderá revelar que algumas dessas entidades pagam salários muito elevados", aponta ainda os jornalistas.

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