CNI pede política fiscal mais austera
Entidade comandada por Robson Andrade divulga nota em que afirma que corte de gastos pode contribuir para a redução das taxas de juros; nesta quarta-feira, Copom elevou a Selic para 10,5%
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Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entende que a inflação vai continuar sendo o foco das preocupações da equipe econômica do governo em 2014, mas sugere que o combate ao aumento do custo de vida deve começar por uma “política fiscal mais ativa, com controle rigoroso dos gastos correntes”, em vez da elevação da taxa básica de juros.
Na avaliação da indústria, ao optar por mais um acréscimo de 0,5 ponto percentual, aumentando a Selic de 10% para 10,50% ao ano, o sétimo reajuste consecutivo desde abril do ano passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) não dá sinais sobre o fim do ciclo de aperto na política monetária. Tanto que os analistas financeiros já esperavam o aumento, como mostrou o boletim Focus divulgado na última segunda-feira (13) pelo BC.
A CNI alerta que a inflação continuará sendo foco de preocupação em 2014, não só pelo elevado patamar dos últimos meses, mas, principalmente, porque o governo recorreu, no ano passado, ao controle dos preços administrados (tarifas de transporte e energia elétrica) e à redução da cesta básica. “Mecanismos de controle da inflação, que dificilmente poderão ser repetidos com a mesma intensidade neste ano”, diz a nota da entidade.
Assim que o Copom divulgou o aumento da Selic, o vice-presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) de São Paulo, Keyler Carvalho Rocha, divulgou nota na qual diz que “a inflação ainda não está contida”, e essa é a principal justificativa para o BC manter o aperto monetário. Ele acredita que na próxima reunião do Copom (dias 25 e 26 de fevereiro) haverá mais um acréscimo de 0,25 ponto percentual na taxa.
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