CNI e Firjan criticam aumento da taxa de juros em 10%

Para a CNI, elevação da taxa inibe investimentos privados; confederação avalia que “tudo indica que o atual ciclo de aumento [da Selic] ainda não terminou”; já a Firjan diz que o retorno da taxa Selic aos dois dígitos, dificultará ainda mais a retomada do crescimento doméstico, principalmente se levada em consideração a “perspectiva de redução da liquidez internacional em um horizonte próximo, quando o aumento do diferencial de juros exigirá novos aumentos dos juros básicos brasileiros”

Para a CNI, elevação da taxa inibe investimentos privados; confederação avalia que “tudo indica que o atual ciclo de aumento [da Selic] ainda não terminou”; já a Firjan diz que o retorno da taxa Selic aos dois dígitos, dificultará ainda mais a retomada do crescimento doméstico, principalmente se levada em consideração a “perspectiva de redução da liquidez internacional em um horizonte próximo, quando o aumento do diferencial de juros exigirá novos aumentos dos juros básicos brasileiros”
Para a CNI, elevação da taxa inibe investimentos privados; confederação avalia que “tudo indica que o atual ciclo de aumento [da Selic] ainda não terminou”; já a Firjan diz que o retorno da taxa Selic aos dois dígitos, dificultará ainda mais a retomada do crescimento doméstico, principalmente se levada em consideração a “perspectiva de redução da liquidez internacional em um horizonte próximo, quando o aumento do diferencial de juros exigirá novos aumentos dos juros básicos brasileiros” (Foto: Valter Lima)


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247 - O aumento da taxa básica de juros de 9,5% para 10% ao ano não foi bem recebido. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que reajuste inibe investimentos privados. Já a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) encarou a notícia como "péssima" e cobrou mudanças na condução da política econômica brasileira.

Para a CNI, “tudo indica que o atual ciclo de aumento [da Selic] ainda não terminou”. Já a Firjan diz que o retorno da taxa Selic aos dois dígitos, dificultará ainda mais a retomada do crescimento doméstico, principalmente se levada em consideração a “perspectiva de redução da liquidez internacional em um horizonte próximo, quando o aumento do diferencial de juros exigirá novos aumentos dos juros básicos brasileiros”.

Abaixo matérias da Agência Brasil na íntegra

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CNI avalia que Selic em 10% ao ano inibe investimentos privados

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

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Brasília – O aumento da taxa básica de juros para 10% ao ano inibe os investimentos privados, de acordo com avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou a decisão.

Para a CNI, “tudo indica que o atual ciclo de aumento [da Selic] ainda não terminou”. A entidade representativa da indústria assinala também que os reflexos da elevação dos juros no comportamento da inflação são defasados, e só serão sentidos no início do ano que vem.

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A confederação reconhece, contudo, que o Copom deve continuar monitorando o processo inflacionário, pois "a desaceleração nos preços dos alimentos tem fatores sazonais, e eventuais choques de oferta podem reverter essa trajetória”. A CNI destaca ainda que o fim do efeito das desonerações feitas em 2013 sobre os índices tende a pressionar os preços administrados.

Segundo a nota da entidade, uma eventual retomada da inflação deve ser combatida, sobretudo, com a política fiscal, a partir da contenção dos gastos públicos correntes.

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Firjan critica aumento da Selic e pede mudança na política econômica

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Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O aumento para 10% ao ano da taxa básica de juros (Selic) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, elevação de 0,5 ponto percentual, foi analisada como péssima notícia para o Brasil, segundo a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

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Em nota, a entidade diz que o retorno da taxa Selic aos dois dígitos, dificultará ainda mais a retomada do crescimento doméstico, principalmente se levada em consideração a “perspectiva de redução da liquidez internacional em um horizonte próximo, quando o aumento do diferencial de juros exigirá novos aumentos dos juros básicos brasileiros”.

"Soma-se a isso uma inflação persistentemente elevada e um contínuo aumento do déficit em conta-corrente, que já se encontra no maior patamar dos últimos 11 anos. Nessas condições, fatalmente a economia brasileira continuará fadada a baixas taxas de crescimento”, diz a nota da Firjan.

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A entidade empresarial “insiste em uma urgente mudança de estratégia no sentido de um superávit primário maior em 2014, obtido através da contenção dos gastos correntes".

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