CNC prevê recuo de 2,6% para serviços este ano

O volume de receitas do setor de serviços recuou 2,3% em março, na comparação com fevereiro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira 12 pelo IBGE; este foi o pior resultado em comparativos mensais com ajustes sazonais desde o início da pesquisa em 2012; para a CNC, encerrado o primeiro trimestre deste ano, ainda não é possível identificar qualquer indício de recuperação do nível de atividade nos serviços

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serviços (Foto: Gisele Federicce)


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247 - O volume de receitas do setor de serviços recuou 2,3% em março, na comparação com fevereiro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (12) pelo IBGE. Foi o pior resultado em comparativos mensais com ajustes sazonais desde o início da pesquisa em 2012.

Encerrado o primeiro trimestre deste ano, ainda não é possível identificar qualquer indício de recuperação do nível de atividade nos serviços. Nos três primeiros meses do ano, o setor acumulou queda de 4,6% ante o mesmo período de 2016, ritmo semelhante àquele verificado ao longo do ano passado quando se observou queda de 5,0%.

"Além do fraco nível geral de atividade econômica interna, a maior resiliência dos preços dos serviços tem se colocado como um obstáculo adicional à retomada do crescimento das atividades terciárias. Nos últimos 12 meses encerrados em abril, a inflação de serviços respondeu por 51% da variação do IPCA", comenta Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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Mesmo apostando em um cenário mais favorável em relação ao comportamento dos preços e do custo dos investimentos nos próximos meses, a manutenção do ritmo de perdas do setor terciário nos últimos dois meses levou a entidade a revisar para baixo sua projeção no volume de receitas do setor de -1,9% para -2,6% em 2017.

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