CNC prevê queda de 3,5% do PIB para 2016
Redução de 0,3% do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre de 2016, em relação aos três últimos meses do ano passado, segundo dados divulgados hoje (01) pelo IBGE, associado a uma perspectiva de um aperto menor da política monetária nos próximos meses, com a Selic a 12,75% ao ano em dezembro, levou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a revisar de -3,9% para -3,5% sua expectativa para o desempenho do PIB neste ano
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CNC - O Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 0,3% no primeiro trimestre de 2016, em relação aos três últimos meses do ano passado, segundo dados divulgados hoje (01) pelo IBGE. Apesar de negativa, essa variação, que expurga os efeitos sazonais, aponta a menor queda do ritmo de atividade econômica desde o último quarto de 2014 (+0,2%). Pela terceira vez nos últimos quatro trimestres, todos os grandes setores da economia apresentaram retrações, com destaque para a indústria (-1,2%). O consumo das famílias, agregado que responde por mais de 60% da economia, registrou recuo de 1,7% - o maior desde o segundo trimestre de 2015 (-2,1%).
A perspectiva de um aperto menor da política monetária nos próximos meses, com a Selic a 12,75% ao ano em dezembro, levou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a revisar de -3,9% para -3,5% sua expectativa para o desempenho do PIB de 2016. Além da baixíssima base de comparação, contribui ainda para esse cenário a expectativa de uma inflação menor ao final do ano.
O consumo das famílias recuou de forma menos intensa no primeiro trimestre de 2016 (-6,3% contra -6,8% no final do ano passado). Castigado pelos reflexos da crise sobre o mercado de trabalho, o comércio voltou a amargar forte perda (-10,7%) nessa base comparativa, sendo o maior destaque negativo dentre os subsetores que compõem o PIB pelo oitavo trimestre consecutivo. Para o consumo das famílias, a entidade projeta retração (-3,9%) semelhante à de 2015 (-4,0%). Já o comércio não escapará da terceira queda anual consecutiva no âmbito das contas nacionais. Após retroceder 1,2% em 2014 e 8,6% no ano passado, a CNC projeta nova queda para 2016 (-7,6%).
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