CNC: intenção de consumo das famílias atinge menor nível desde 2011

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mantém a tendência de queda que vem sendo registrada desde o início do ano, com recuo de 2,3% (para 122,4 pontos) em relação a abril, passando a uma queda de 4,2% sobre maio do ano passado

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mantém a tendência de queda que vem sendo registrada desde o início do ano, com recuo de 2,3% (para 122,4 pontos) em relação a abril, passando a uma queda de 4,2% sobre maio do ano passado
Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mantém a tendência de queda que vem sendo registrada desde o início do ano, com recuo de 2,3% (para 122,4 pontos) em relação a abril, passando a uma queda de 4,2% sobre maio do ano passado (Foto: Gisele Federicce)


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Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil

A intenção de consumo das famílias brasileiras atingiu em maio deste ano o pior índice da série histórica iniciada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 2011. A constatação está na pesquisa sobre a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), de maio, divulgada hoje (22) pela CNC. O levantamento mantém a tendência de queda que vem sendo registrada desde o início do ano, com recuo de 2,3% (para 122,4 pontos) em relação a abril, passando a uma queda de 4,2% sobre maio do ano passado.

Segundo a CNC, esse é o pior índice da série histórica, iniciada em 2011. Até então, a pior pontuação havia sido verificada em julho de 2013, quando o percentual havia atingido 124,9 pontos. Na avaliação da confederação, o resultado é consequência da inflação, pressionada principalmente por serviços e alimentos, dos juros altos e das incertezas sobre o futuro próximo. Esses itens mantiveram o ritmo da intenção de consumo em queda.

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"O cenário de pessimismo, causado pelas inseguranças até o final do ano, e o elevado nível de endividamento, combinado com a tendência de alta da taxa básica de juros, vêm desaquecendo o consumo", observou Juliana Serapio, economista da CNC.

A CNC enfatiza porém que, apesar do resultado, o índice ainda se mantém acima da zona de indiferença (100 pontos), indicando um nível favorável. A pesquisa destaca, ainda, o fato de que 36,6% das famílias entrevistadas (a maior parte) declarou estar com o nível de consumo igual ao do ano passado.

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