CNC: Confiança do empresário é a menor desde março de 2011

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para medir o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), aponta que o indicador alcançou 80,1 pontos em novembro, quedas de 3,4% na variação mensal e de 27,8% na comparação com o mesmo período do ano passado; índice de novembro é o mais baixo registrado desde março de 2011; para 2015, CNC prevê queda de 4% nas vendas do varejo restrito e de 7,1% no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para medir o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), aponta que o indicador alcançou 80,1 pontos em novembro, quedas de 3,4% na variação mensal e de 27,8% na comparação com o mesmo período do ano passado; índice de novembro é o mais baixo registrado desde março de 2011; para 2015, CNC prevê queda de 4% nas vendas do varejo restrito e de 7,1% no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção
Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para medir o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), aponta que o indicador alcançou 80,1 pontos em novembro, quedas de 3,4% na variação mensal e de 27,8% na comparação com o mesmo período do ano passado; índice de novembro é o mais baixo registrado desde março de 2011; para 2015, CNC prevê queda de 4% nas vendas do varejo restrito e de 7,1% no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção (Foto: Paulo Emílio)


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CNC - O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu o menor índice da série histórica, iniciada em março de 2011. O Icec alcançou em novembro 80,1 pontos – quedas de 3,4% na variação mensal e 27,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O subíndice com maior variação negativa é a avaliação dos empresários em relação à atual situação econômica do País. O componente está em 39,0 pontos, numa escala que vai de 0 a 200. É o mais baixo patamar da série histórica, registrando queda de 50,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo 95,2% dos comerciantes varejistas entrevistados, a economia piorou em novembro. A CNC acredita que os recuos se intensificaram também por conta das expectativas negativas em relação ao desempenho das vendas nas festas de fim de ano, que deverá ser 4,8% menor que o do ano passado.

O componente que mede as expectativas dos empresários do comércio está em 120,9 pontos. É o único item da pesquisa a se manter acima do nível de indiferença, que é de 100 pontos. Mesmo assim, o índice caiu 2,8% na passagem de outubro para novembro – maior taxa negativa dos últimos três meses. Na comparação anual as expectativas dos varejistas acumulam queda de 17,5%.

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O subíndice que mede as condições de investimentos registrou 80,3 pontos (2,9% inferior ao observado no mês anterior e 25,5% menor que o apurado na comparação anual). As quedas refletem a baixa intenção dos empresários do comércio de fazer novos investimentos e contratar funcionários. A avaliação da intenção de contratação está em 88,2 pontos. A queda de 3,7% no comparativo mensal está em linha com as projeções da CNC, que prevê uma quantidade de vagas temporárias no fim de ano 2,8% menor que os postos criados no mesmo período de 2014.

Para a CNC, as variações negativas em investimentos refletem a elevação das taxas de juros e do custo na captação de recursos e financiamentos, fazendo com que um número crescente de comerciantes pretenda promover cortes em seus negócios. Para 30,7% dos comerciantes os estoques estão acima do adequado, refletindo, segundo a Confederação, a queda observada nas vendas do varejo e a piora nas expectativas para as vendas nos próximos meses.

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Para 2015 a CNC prevê queda de 4% nas vendas do varejo restrito. Já no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção, a previsão é de queda de 7,1%.

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